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Você é o que você compartilha | Plantemos a mudança

07/10/2013

Você é o que você compartilha

Há tempos venho refletindo sobre a frase “Você é o que você compartilha”. A primeira vez que a ouvi foi em uma palestra do amigo Gil Giardelli, que depois se transformou em livro – por isso a imagem da publicação ilustrando esse meu pensamento.

Como trabalho na produção de conteúdo e monitoramento nas redes sociais, vejo muita coisa por aí. Entre mensagens, imagens, notícias e vídeos propositivos, há também muitos assombros, calúnias, baixarias e afins.

É nítido perceber que estamos na era do espetáculo, que por vezes traz consigo a #VergonhaAlheia, seja em publicações de cunho pessoal, político ou social.

Exposição nas redes sociais

Os exageros da exposição da figura ou da opinião estão aí, tatuadas na Internet. Mesmo sendo alertadas, as pessoas se sentem tentadas a explorarem o bizarro, o ridículo, o duvidoso, o desonesto em troca de possuir mais seguidores e a favor do benefício próprio ou de determinado grupo. Esquecendo-se do coletivo, do outro.

Buzinar, trollar e gritar ficou mais importante do que dialogar, conversar. A individualidade e a intolerância tomaram conta das redes sociais. A solidariedade ficou esquecida? Por onde anda a gentileza?

Estamos conectados, porém, muitas vezes sós. Pessoas na esfera política que creem que chegar primeiro é mais importante do que chegar juntos.

O dia ficou curto. Não temos mais tempo para responder a todos os e-mails, de atualizar de maneira personalizada nossos “status” ou de aprofundar em questões importantes, afinal, “Estou na rede é pra zoar”, como ouvi de um blogueiro durante a Campus Party. Presta atenção: se você não vive (R$) do humor e da polêmica, cuidado com o que anda postando ou compartilhando nas redes.

Não pretendo ser conservador ou colocar regras. Não tenho a pretensão de ditar o ritmo de ninguém. Cada pessoa faz o que bem entende com a vida, com o “status”. Mas pretendo aqui refletir sobre o futuro. Aliás, geralmente perguntamos e nos preocupamos sobre o futuro sem saber o que está acontecendo ou o que estamos fazendo no presente.

Sim, “memes” são legais, a piada, bem sacada, nos faz rir. A vida é pra ser vivida. Já temos problemas sérios demais. Qual o problema em compartilhar essas coisas? NENHUM. Mas se você é o que você compartilha….

A impressão que tenho é que estamos desperdiçando nossas energias com o supérfluo. Precisamos utilizar melhor todo esse aparato tecnológico e não perpetuar apenas a era do curtir “memes” engraçadinhos e compartilhar porcarias e ideologias intolerantes (como se combatessem a intolerância), sejam elas de caráter político, social ou religioso.

Mas nem tudo está perdido… como disse no começo deste pensamento um tanto quanto desconexo para alguns, há muitos que estão semeando e compartilhando o bem. Fazendo da rede algo colaborativo e propositivo. Afinal, onde se planta, tem vida. Precisamos aprender a viver em comunidade e para a comunidade. Não ser intolerante com a diferença. Mas somar e aprender. Aliás, para aprender, precisamos ouvir mais.

Por fim, precisamos ser provocadores de mudanças, de reflexões, de conversas. O mundo só muda se a gente mudar. E eu, hoje, estou aqui dando meus “parpites”.

E você, o que tens a dizer?

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