Skip to content

As redes sociais estão ficando chatas?

21/02/2013

As redes sociais estão ficando chatas?
O amigo Alexandre Inagaki relatou a triste história do Twittercídio de Fabio Rex. Fabio justificou o deletar de sua conta com as seguintes palavras: “Não sei o que fiz de errado, mas das pessoas que eu sigo no Twitter 90% começaram a agir feito um bando de imbecis. Qualquer noticia, de renúncia do papa a asteróide na Rússia, resultava num tsunami de asneira.”

Um amigo do Fabio acredita que ele não quis fazer o mais fácil – dar unfollow (deixar de seguir) – porque não tem coragem de fazê-lo – seria, talvez, entendendo que tal coisa seria uma espécie de discriminação de seguidores. Preferiu, então, deixar todos na vala de “bando de imbecis” – ainda bem que não o sigo =P – e deletou sua conta no Twitter.

Ele terá que fazer isso também no Facebook? Foi o que tentei dizer em um dos meus comentários no convite à reflexão feito pelo japa. O post, a meu ver, se tornou um grande balão de ensaio sobre relevância, sobre ferramentas e o mais importante… sobre o ser humano. Não sei se era essa a intenção do Inagaki, mas quem por aí caminhou trouxe boas reflexões. A pergunta é: se não fosse o japa, uma webcelebridade (ele me mata se ler isso aqui) a discussão daria buzz? Arrisco-me a dizer que não. E você vai entender o motivo em um dos meus comentários.

Afinal, qual o motivo de as redes sociais estarem ficando chatas?

 

Veja a seguir alguns bons momentos deixados na publicação. Aproveito para dar pitacos e provocar em um ou outro comentário – em negrito

Amber Filgueiras: Entendo, mas até bem pouco tempo era bastante “cool” ser humorista no Twitter, não? Não reparei que tinha passado a onda… [Gente “engraçada” ainda é cool tem muita audiência. É a valorização do vazio. Explico isso nesse post.] 

Alaide Nascimento: Eu adorava o Twitter e toda vez que ficava um tempo fora porque estava viciada demais, eu sentia muita falta. Meio do ano passado eu deletei e hoje vi que foi a melhor coisa que fiz nas redes sociais… rsrsr… Pra mim o Twitter funciona igual televisão. Pouco conteúdo, briga por audiência, muitos “especialistas” e muita besteira.

Luiz Domingues: O Twitter, como toda rede social, é um reflexo do seu usuário. Você escolhe com quem ter contato, o que quer ler, de quem quer ler, etc. Reclamar das “baboseiras” que os outros postam é bobagem. É mais ou menos o que houve quando se demonizou o Orkut. A ferramenta não tem culpa. Ao contrário, ela é um reflexo de quem a usa.

Cintia Simizo: Eu deletei o meu há tempos, até cheguei a fazer outro, mas não entro nem sei quanto tempo… gente que se acha a última bolacha do pacote, gente que quer ser o ‘engraçadalho’, pra ser o popular ou ter muito followers e que na realidade é mau caráter… lá tem aos montes…

Ane Bason: Não uso o Twitter deve ter 1 ano. Adorava aquilo. No começo (2007, 2008) parecia que só tinha gente inteligente na minha TL. Mas foi havendo um declínio na originalidade e criatividade dos posts. Mas isso é só a minha opinião, claro… [Seria talvez porque ser original e relevante não dê ibope para os mortais?]

Bruno Ferrari: O mais legal do Twitter é que você pode usá-lo de mil formas diferentes. Ao longo dos últimos cinco anos, meu Twitter já serviu para diferentes tarefas que eu fui abandonando quando não fizeram mais sentido. [Muita gente faz isso. Eu ainda mantenho a ideia original. Seguir gente que eu acho que tem algo a dizer, mesmo que elas tenham momentos banais. Mesmo que vez ou outra elas poluam a timeline com excesso de tweets. #QuemNunca?]

Lucia Malla: Eu adoro o twitter, confessadamente. Mas sigo muito mais notícias, empresas, instituições e projetos bacanas de pessoas. Acho que isso me alivia dos excessos. Achar um equilíbrio (e um buffer zone) é importante caso queira manter sua sanidade por lá. [Legal você ter completado com “projetos bacanas de pessoas”, porque a minha grande preocupação é que fiquemos presos, novamente e tão somente, aos grandes órgãos de imprensa]

Luiz Domingues: “O mais legal do Twitter é que você pode usá-lo de mil formas diferentes”. ESSA É A MAGIA DA COISA! Do mesmo jeito que há gente intelectual que só goste de ver coisas inteligentes na internet, há os que a usam para rir, se divertir, fazer graça… Há espaço para todos, inclusive no Twitter. Desde que você escolha as pessoas certas para seguir, de acordo com seus interesses. [Sugiro ao Facebook inserir mais um botão no status pra categorizar os posts e, claro, você ter a opção de que tipo de post você quer que apareça daquela pessoa no seu feed de notícias, afinal, ninguém é interessante ou relevante a todo momento]

Wagner Bonifacio Leite: Amigos que falam só o que nós queremos ouvir é a coisa mais chata que existe. Temos que assumir que nossos amigos (como nossos pais, irmãos, etc) farão, dirão coisas que não gostamos e não concordamos. Soa um pouco egocêntrico essa coisa do não gostar do que falam de besteira. Abro um aparte por conhecer o Fabio Rex e saber que ele tem dó de dar unfollow. Aí a situação fica complicada. [idem pitaco que deixei no comentário do Luiz Domingues]

Marcos Masini: Mas quando a gente conversa algo relevante lá(no Twitter) ninguém anda dando a mínima (só se você for uma webcelebridade) …mesmo quando você convida alguém para conversa (replay)… aliás, por aqui (Facebook) também é assim. (esse post do Inagaki, por exemplo, se fosse iniciado por uma pessoa “comum” teria o mesmo efeito e quantidade de comentários e curtidas?)

Wagner Bonifacio Leite: Marcos Masini nem sempre o que achamos relevante é relevante para a outra pessoa. O mais triste é quando você faz uma mention e a pessoa te ignora (claro que não relacionado com o imediatismo, nem sempre as pessoas podem responder de bate-pronto). Respondo todas as mentions quando falam comigo, eu conhecendo ou não. Se a função das redes sociais não for conversar, será só um alimento de ego e não de ideias.

Marcos Masini: Sim, Wagner, é verdade. Assim como nem tudo o que é besteira para um é para o outro. Mas temos que ter cuidado pra não cair no #relativismo. Enfim, a rede é bem isso mesmo; um reflexo do que somos no ambiente offlline, em alguns casos, bem pior, cito como exemplo o anonimato ou os fakes, que intensificam o lado negro do ser humano.

Ana Oliveira: Ainda não deletei, mas não entro com tanta frequência. Antigamente o twitter era uma ferramenta ótima para o meu blog, pois surgiam papos interessantes e os seguidores interagiam muito sobre os assuntos. Sempre surgiam ideias para posts com estas interações. Hoje isso diminuiu absurdamente. [Por que será que a boa prática do diálogo e dos RT’s diminuíram? Tenho duas hipóteses que rondam minha mente há tempos: 1) Olhos no umbigo. Não dou RT por que não quero te dar moral. Prefiro reescrever sua ideia e dizer que eu sou o inteligente aqui. 2) Não quero ficar “sujando” minha timeline com coisas legais porque senão vou tomar unfollow pelo excesso de atualizações]

Anúncios
4 Comentários leave one →
  1. 25/02/2013 9:26

    Oi Marcos,

    Twitteira que sou, e vc tem responsabilidade nisso (hahaha, não resisti) não podia deixar de tb dar meu pitaco nesse excelente texto. Lendo cada comentário pude notar, como a gente passa por diversas fases de amor e ódio pelo Twitter. Eu pelo menos. E por cada um dos motivos citados acima, veja só, como é interessante interagir em redes sociais. E não consegui discordar de nenhum comentário, porque em algum momento, pensei igual a cada opinião dada, e as vezes, num mesmo momento, todos estes porquês. Uma vez lhe disse que tudo sempre dependerá de um ponto de referência, do foco que estamos dando ao assunto ou ao seguidor. O mundo, como as redes sociais, me parecem hoje em dia como um gigantesco tribunal. E quem se expõe, com opiniões ou não, nas redes ou no mundo, tem que correr o risco de ser julgado pelo outro. E o que vc pensa do outro, o outro poderá pensar tb de você. Como você disse, todo mundo tem seus momentos banais, mas o que ainda lamento nas redes sociais, é que já vi muita gente usar a ferramenta para expressar uma coisa, e ter uma vida completamente contrária ao que fala. E não é só aquele momento banal, é uma revelação feita por contradições, ou, por quando se tem a oportunidade de conhecer tal pessoa pessoalmente, ou ainda, aquela investigação mais a fundo quando a intuição bate, e vc descobre quem realmente está por trás daquele avatar que prega uma coisa, e vive o contrário, mas age nas redes como num palco. Era um comentário, virou um texto…. mas o assunto daria tema para livro..rsrs

  2. 22/02/2013 10:55

    Olá Marcos,

    Confesso que as redes sociais cansam pelas futilidades e pelo desrespeito.. eu faço minha própria politica: dou unfollow silenciosamente, bloqueio e silencio tudo que não me interessa.. Afinal, a seleção sou que faço..

    Abraço

    • 28/02/2013 12:24

      Essa seleção é importante, meu caro. Temos que ter ciência que as outras pessoas também a fazem em relação a nós. O importante, nessa história toda, é poder dormir com a consciência tranquila, portanto, vamos dar o melhor de nós para engrossar a fila dos bons.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: