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Campus Party 2012: pessoas e experiências no maior evento de tecnologia

14/02/2012

“A pele humana não é branca, nem preta. A pele branca é laranja claro e a pele preta é laranja escuro. Todos somos laranjas.” (Neil Harbisson)

Como iniciar um post sobre a Campus Party 2012? Foram tantas emoções durante a #CPBR5, que é, na verdade, um evento de pessoas e experiências. E por isso mesmo, depois de escrever e reescrever, iniciei o texto com a frase dita por Neil Harbisson, figura brilhante do evento.

Muitos o viram na reportagem exibida pelo Fantástico, da rede Globo. Neil Harbisson cuja imagem pude garantir ao lado dele na Sala VIP do evento, nasceu com uma deficiência que lhe impedia de ver as cores. Conhecida como acromatopsia, a tal deficiência fez de Neil Harbisson o primeiro cyborg reconhecido no mundo, com um mecanismo eletrônico que possibilita escutar as cores.

Como é bom vivenciar a Campus Party e fazer parte das discussões dos processos de inovação, compartilhando a diversidade do saber, da cultura, do SER, caminhando e cantando, e seguindo a canção… – sim, o tema música não ficou de fora do evento e esteve presente no Palco Música. Apesar do intenso trabalho, considero-me um imigrante nas redes e estive de igual para (quase) igual entre os nativos do meio digital.

Sim, diversidade do SER. Já disse em várias outras oportunidades sobre as experiências visuais, sociais e culturais que se vivencia na Campus Party. E a felicidade é isso, como disse Gilberto Dimenstein em uma de suas participações no evento; “a capacidade de optar entre diferentes caminhos. O que eu gosto em São Paulo é justamente a diversidade. Felicidade, pra mim, é ajudar a cidade a ser um grande espaço de diversidade”.

Nesse sentido, o evento foi revigorante. A movimentação de Sampa – muitas vezes caótica – me motiva. Deixei a #CPBR5 levando boas conversas nos bastidores com Rosana Hermann, Alexandre Inagaki, Bruno Figueredo e outras pessoas que aparecem no corredor que você acaba esquecendo de pegar o nome, um contato, mas cujas palavras encontraram guarita no hardware de carne.
Coincidentemente encontrei na #CPBR5 (no mesmo dia) pessoas envolvidas diretamente nas campanhas online dos candidatos à presidência em 2010. Pude dar um abraço e bater um papo com o @MarceloBranco (Dilma), com a @SoninhaFrancine (Serra) e com @Jasper (Marina Silva).

Conheci o @MarceloBranco na Campus Party 2010, quando ele era o responsável pelo evento geral. Volta e meia acompanho algo dele no ambiente online. O primeiro contato com a @soninhafrancine foi há uns 13 anos, quando eu trabalhava na @RadioUnifran .Ela estava na MTV, ainda. Foi participar da Festa da Publicidade.

E foi por um tweet do @Jasper que eu soube da oportunidade de incorporar (depois de muitas entrevistas) a equipe da @silva_marina , da qual faço parte até hoje. Sou o único que ficou da equipe online formada na época da Campanha.

Várias celebridades do mundo da informática e da ciência passaram pela Campus Party, foi o caso de Julien Fourgeaud, criador do joguinho mais famoso (e viciante) para tablets e smartphone, o Angry Birds. Julien tratou temas como a importância da amizade, da responsabilidade, da hierarquia e o papel das pessoas em sua comunidade. Questões mais importantes, inclusive, do que uma carreira de sucesso.

Conselhos de Julien aos participantes: “Fracasse, tantas vezes quantas puder, pois o fracasso é a melhor lição. Viajem, experimentem, celebrem o sucesso seu e dos outros, se aprimorem”.

E por falar em jogo…. o pesquisador indiano Sugata Mitra — professor de Tecnologia educacional na Escola de Educação, Comunicação e Ciências de Linguagem da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, também ressaltou a importância destes para a mente humana. Certamente ele causou polêmica ao dizer que o jogo Angry Birds ensina mais do que um jogo didático. “Um jogo se equipara a uma aula de gerenciamento de recursos e pode ensinar tanto quanto um MBA”, disse.

Como foi bom conferir algumas das profecias de Michio Kaku, o físico do impossível e ouvir o debate sobre o papel da internet como ferramenta de mobilização social, com Charles Lenchner do Occupy Wall Street, Leila Nachawati da Primavera Árabe, e Olmo Gálvez da Acampada del Sol.

Olmo Gálvez falou da importância desse tipo de mobilização que reúne pessoas e não partidos políticos (apesar de os partidos se “infiltrarem” com suas bandeiras e ideologias). A cooperação sem controle e compartilhamento de conhecimento, nesse caso, são o cerne dessas revoluções sociais via web.

Acompanhei, brevemente, um debate sobre matemática. E, creia, foi emocionante. A conversa começou com um relato emocionante de Ricardo Oliveira, que somente aos 17 anos foi matriculado na escola. Aos 19 ele teve sua primeira aula. Antes disso, o que ele aprendeu foi com a mãe, que o alfabetizou e o ensinou as quatro operações. Ricardo foi vencedor de olimpíada de matemática entre 18 milhões de alunos. “Todos nós temos dificuldades, mas a única coisa que nos impede de subir na vida somos nós mesmos”, disse. Detalhe: Para ir até a escola Ricardo é levado pelo pai em um carrinho de mão, já que ele é cadeirante e não há pavimentação no caminho até a sala de aula.

No Palco Mídias Sociais a questão de que as marcas assumam personalidade humana no mundo das redes sociais caminhou sobre linha tênue, afinal, é necessário humanizar as marcas. Nesse sentido Marcos Hiller, professor de diversos cursos de MBA e Pós-graduação pelo Brasil, disse que “se marcas não devem se comportar como pessoas, também não devem mimar o consumidor de modo enfático demais. As pessoas não querem que uma marca puxe o saco delas, mas que se relacione, respeite, dê vantagens claras e entenda, de fato, o consumidor”.

Muitas conversas de bastidores foram interessantes. Nas minhas andanças pelo espaço vi coisas geniais, porém, sem luzes, brilhos ou caricaturadas – mas se não tomar cuidado, os olhos e a atenção se voltam apenas para as “coisas que piscam”. O bom da Campus Party, muitas vezes, está nas entrelinhas e não nos títulos. Mas não cabe relatar tudo o que vi, conversei e ouvi em um único post e este já se estendeu demasiadamente.

Finalizo dando mão à palmatória. Assisti a palestra do Rafinha Bastos. Com ele estava Rosana Hermann, PC Siqueira, Cid (Não Salvo). Rafinha disse algumas coisas sobre humor dentro de um contexto de entretenimento que me fizeram repensar algumas coisas, que cutucaram meus pré-conceitos (a grafia é essa mesmo) sobre ele e artistas que seguem a linha de humor dele.

Inclusive, a fala de Rafinha me permitiu refletir sobre o tipo de humor de humoristas que a gente gostou, defendeu e propagou como ótimos, mas que “trollavam/trollam” pessoas idosas, homossexuais, anões, gordos, carecas, baixinhos, etc.

Apesar dessa reflexão, ainda continuo o achando “ofensivo”, portanto, afirmo categoricamente que; apesar de algumas vezes eu rir de suas sacadas, no geral, o humor do Rafinha não cai no meu gosto (E PONTO FINAL).

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