Skip to content

Pintinhos lindinhos e pôneis malditos

22/12/2011

Foto de Vinícius Sacramento

Há algum tempo algumas discussões deixaram o âmbito dos blogs e dos comentários destes e foram parar nas atualizações do Facebook. Por isso, vez ou outra, quando algum bom debate surge na ferramenta do polêmico Mark Zuckerberg , tenho o costume de trazer o tema para os leitores dos blogs que estão sob minha responsabilidade para que possam participar da conversa.

O novo buzz da rede é em torno da RR Assessoria, agência de Goiânia (GO), que enviou pintinhos como presentes de fim de ano para seus clientes e jornalistas.

A jornalista Fernanda Élle questionou a questão do querer inovar (sempre) das agências, o que pode ser um tiro no próprio pé. Será o caso da agência de Goiânia? Só no final da ação, entre mortos e feridos (adoro ditados e gírias antigas), teremos essa resposta.

Conforme minha última participação na atualização, é bom lembrar do “case de sucesso” “pôneis malditos”, que, diga-se de passagem, eu e milhares acharam de mau gosto. Não saberia dizer a porcentagem dos que foram contra ou a favor, só sei que eles foram processados por pessoas dos direitos dos animais que se sentiram ofendidos e até do CONAR com o filme criado pela agência Lew´Lara/TBWA, mas também receberam, até o momento, 10 prêmios. Há também o anuncio de aumento de vendas (discutível) da picape Frontier.

Veja algumas opiniões deixadas na atualização da Fernada Élle.

Cléo Furquim: Tá vendo como eu tenho razão… já já as redes sociais se mobilizarão em favor das pobres e indefesas azeitonas verdes!!!

Adriana Do Amaral: O mundo está ficando muito chato de se viver… Acabou a tolerância, a curiosidade, o humor. Pelo menos se os jornalistas tivessem protestado depois que os pintinhos tivessem se tornado franguinhos, tudo bem (rs): onde colocá-los? Além disso, eles fazem uma sujeira danada e ficam bem feinhos (rs)… Se eu estivesse nessa redação eu teria feito a festa com os bichinhos!

Fernanda Élle: Pintinhos e gracinhas à parte, o fato mostra um fenômeno que acomete as agências de comunicação do país. Na busca por inovar na promoção do assessorado ou surpreender o cliente, muitas têm extrapolado na dose. Vocês não acham?

Fernanda Élle: Vejam a entrevista da proprietária da agência no site Conexão Pet.

Fernanda Élle: E o twitter da agência com o pedido de desculpas e alguns posts favoráveis à ação.

Fernanda Élle: E no Twitter Search os vários comentários contra: https://twitter.com/#!/search/pintinhos

María Azucena Moure Brea: ¡Cada vez a xente está mais loca!, xa non saben o que inventar, pero son pequeniños e si andan a golpes con eles xa morren de medo. ¡Pobriños, que bonitiños!

Marcos Masini: Eu vi essa questão (como vejo outras), mas acabo não opinando (botando lenha) pq sigo a linha de pensamento da Adriana do Amaral (“O mundo está ficando chato de se viver”) e a da Cléo Furquim. As pessoas estão se lambuzando do poder de ser a própria mídia e acabam usando erroneamente as redes sociais – se ficar na linha esperando mais de um minuto vai para o perfil dizer que ficou 10/20/30 minutos aguardando na espera de tal operadora. Avacalham com marcas/produtos/empresas por pouco. Enfim….no caso dos pintinhos.. cresceu e não os querem mais? Doa para um espaço/pessoa que tem criação.

Vany Laube: Criatividade sem limite e – pior – um pensamento e discussão sobre todas as possibilidades de leitura de todos os “stakeholders” (para usar o jargão da área) acaba nisso. #tremendotironopééé

Luciana Mendonça: Olha, eu acho que não foi pra tanto. Pelo lado da agência, quiseram inovar, achei legal a parte do renascimento, mas eu me pergunto o que as pessoas vão fazer com os pobres dos pintinhos depois? Por que ninguém mora em chácara, não é? Mas também falar olha que horror, que pessoas más, é de cagar. O que me irrita mais mesmo, em toda esta história, é que a gente morre por causa de pinto, de cachorro maltratado e é pra se sentir ofendido mesmo. Porém, ninguém se mobiliza por homossexuais que são mortos todos os dias de forma cruel no país todo, só pra dá um exemplo. Pra mim, além de chato, o mundo está completamente desmedido!

Marcos Masini: Claro que as marcas/pessoas/produtos estão mais expostos à opinião pública. Mas criticamos tanto as mais variadas coberturas realizadas (ou não) pelas mídias tradicionais e como ela se comporta no uso de seu “poder”. Mas como estamos agindo com esse “poder” – em menor intensidade, talvez (pq as mídias tradicionais dominam tb o online) nas mãos? (complemento do meu raciocínio anterior).

Fernanda Élle: Pessoal, estou gostando dos vários ângulos de visão sobre a questão. Mas, particularmente, por ser a área em que atuo, preocupa-me a situação da agência de comunicação. Por menor que seja a iniciativa em comunicação, como mandar um brinde às redações para fazer uma fita com os jornalistas que atuam “do outro lado do front”, isso não é feito sem que haja antes um planejamento, com avaliação do público-alvo, definição das estratégias, política de atuação, estudo de possíveis resultados envolvendo a ação… Analisando a questão a partir da matéria do Portal Imprensa e dos links apresentados, a impressão que me dá é a de que teria havido alguma falha nesse processo. Ou será que não passou pela cabeça de alguém da equipe que as pessoas pudessem não gostar de receber um animal vivo nas redações? E se sim, por que assumiram o risco? Está valendo a pena?

Marcos Masini: Sua pergunta do comentário acima (sob o ângulo particular da sua área), Fernanda Élle, não sei pq, me fez lembrar de um recente post da Rosana Hermann.

Luciana Mendonça: Olha, eu acho mesmo que faltou planejamento porque, do contrário, eles não teriam dado os pintinhos. E não é só isso, há toda uma discussão sobre maus tratos a animais, campanhas de adoção consciente na mídia. Hoje mesmo, tem uma matéria na Folha, em que uma veterinária afirma que animal de estimação não é presente de natal. E mesmo assim eles presentearam as pessoas com um animal. Acho que faltou planejamento e a vontade de fazer diferente foi maior que o bom senso! Gente, dar bicho de estimação é a maior furada, mesmo que a pessoa goste, é uma responsabilidade imensa e o pessoal não pensou em nada disso. Eu particularmente acharia fofo, mas não saberia o que fazer depois!

Fernanda Élle: Sim, Masini. Ótimo artigo. E a isso mesmo a que me refiro. Acho ótimo que as pessoas busquem iniciativas para sair das estratégias convencionais em comunicação e que tenham (e defendam) suas opiniões, posturas, produtos, serviços… Mas é preciso ponderar que, se por um lado o episódio gerou a exposição da empresa, com milhares de pessoas em todo o Brasil sabendo hoje que existem uma RR Assessoria, por outro, que imagem têm dela? Será que está valendo para empresa tal custo?Marcos Masini Só mais tarde vão saber. Como você pode ver há pessoas contra, há pessoas a favor. A ação foi polarizada – como no texto da Rosana. Quem pode avaliar o custo/benefício da ação é a própria agência. Guardada as devidas proporções, vamos lembrar do resultado final da campanha “pôneis malditos”.

Marcos Masini: Só mais tarde vão saber. Como você pode ver há pessoas contra, há pessoas a favor. A ação foi polarizada – como no texto da Rosana. Quem pode avaliar o custo/benefício da ação é a própria agência. Guardada as devidas proporções, vamos lembrar do resultado final da campanha “pôneis malditos”.

Anúncios
No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: