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O que é Troll? Como agir diante de um troll ou fake? Como eliminar essas pestes online?

15/12/2011

Print da atualização da Fernanda que deu inicio ao importante debate sobre Trolls

O que é Troll? Como agir diante de um troll ou fake? Como eliminar essas pestes online? Um assunto que tem dominado mentes pensantes é a questão da qualidade do conteúdo que está sendo criado, discutido e disseminado nas redes sociais por essas pragas que impregnam a Internet com falácias, mentiras, calunias.

O Gil Giardelli, professor nos cursos de Pós-Graduação e MBA na ESPM e CEO da Gaia Creative, soltou essa: “Convenhamos o nível de discussão nas mídias sociais está cada dia pior. Compartilhamentos que não colaboram em nada, maledicências, futricas, mentiras e por ai vai”. E emendou com “Não são as mídias sociais que estão ruins, são as pessoas”. [pausa] Assisti algumas palestras do Gil, apesar de consideradas utopias por alguns, o Gil é um grande incentivador do amor, do conteúdo propositivo.

A jornalista Fernanda Élle, professora e Assessora Pedagógica e de Comunicação na Prefeitura Municipal de Jaú, foi quem apresentou as aspas do Gil no seu facebook. A partir daí, um bom debate, infelizmente com a participação de poucos, foi iniciado. Reproduzo aqui para compartilhar com os leitores do blog. [quem quiser pode clicar aqui e dar continuidade ao debate].

Marcos Masini: Há um probleminha conhecido por três nomes que acumulam lixo na Internet: Trolls, Fakes e anôminos. Escrevi esse post para falar sobre eles: https://jornalistamasini.wordpress.com/2011/11/23/redes-sociais-trollismo-e-desinformacao/

Fernanda Élle: ‎Marcos Masini, muito bacana o seu texto, amigo. Se para melhor ou para pior, a Internet é o que fazemos dela.

Óscar Curros: Achei interessante esta colocação, mas concordo que é difícil: “Existe a seguinte máxima: Não alimente um troll.”

Marcos Masini: Pois é Óscar Curros … a grande questão é: O Google deixa otimizado lixos para todo o sempre amém. Como combater essas mentiras sem alimentar o troll?

Óscar Curros: ‎Marcos Masini… É bem complicado, pois estamos expostos à ditadura dos buscadores. Ontem mesmo, por colocar um exemplo, estava tentando procurar o site de um hotel X em Foz, mas só achei sites daqueles que indexam hoteis, como o Booking.

Óscar Curros: De outro lado, a sua colocação de que os trolls seguem o princípio de que uma mentira repetida mil vezes é uma verdade remete a Goebbels e o nazismo, e isso é realmente preocupante.

Myla Multimídia: Eu acho que em tudo na vida tem que haver um foco. Seja na sua vida offline ou online. Tu tens um foco e compartilha o que diz respeito com isso. Eu tentei, eu juro que tentei, ser 100% perfil corporativo no Facebook, mas não tem como! //desabafo. Tem umas coisinhas, tirinhas e tal coisa que são muito engraçadinhas, fofinhas… Não tem como resistir às vezes. haushuashauhs Estou em terapia de memes. Sem mais. 😀

Fernanda Élle: ‎Myla Multimídia, acho que você não precisa ter um foco 100% profissional no perfil de uma rede social se esse não for o seu objetivo. Mas até as brincadeirinhas e imagens fofas podem desenvolver interações que resultem em ideias estimulantes, edificantes.

Fernanda Élle: Difícil é engolir esse povo que fica online só para detonar com os outros, para disseminar preconceitos, denegrir a imagem das pessoas e seus trabalhos pura e simplesmente, sem qualquer embasamento. Isso sem falar nos spammers… Affffff!!!

Fernanda Élle: Você entra num grupo de discussão no Facebook e tudo o que você não encontra é discussão sobre o assunto. Só posts de divulgação de serviços, vendas de produtos e por aí vai…

Óscar Curros: Se o pessoal não tem vergonha de jogar lixo digital por aí, não vejo por que deveríamos ter vergonha de mapear os lixões.

Fernanda Élle: 1 troll militante de esquerda, que se insere em tudo quanto é grupo e fica a divulgar de maneira excessiva os links que reforçam suas ideias e se metendo em todas as discussões possíveis, sem argumentos palpáveis, apenas pelo prazer de desestabilizar a discussão do grupo. Várias pessoas deixaram ou migraram de grupos abertos relativos à cidade de Jaú motivadas pelo comportamento inconveniente do sr. Baccaro no Facebook:

Óscar Curros: Realmente… O problema é que muitas vezes os moderadores dos grupos não colocam ordem. Nos meus, eu já tive que tomar medidas drásticas, como ameaçar com expulsão. E mando embora mesmo se precisar. Lixo é no lixo, não na minha TL nem nos meus grupos.

Óscar Curros: Inclusive, eu nomeio vários moderadores; não apenas para que me ajudem com o controle do conteúdo, mas para democratizar algumas decisões. Por exemplo, se um conteúdo é inapropriado ou não e se um usuário deve ser expulso. Até agora, só precisei mostrar o cartão amarelo.

Myla Multimídia: O pior é que se eu pedir pra sair dos grupos que participo, posso perder os conteúdos que realmente interessam. São poucos, é verdade, mas tenho que me sujeitar.

Fernanda Élle: E o que dizer das empresas que usam perfis no Facebook para ficar nos “inundando” com suas promoções e serviços?

Óscar Curros: Falta caráter e critério nos moderadores dos grupos. Tem um grupo que é sobre democratização local e o moderador acha graça de uma moça ficar fazendo propaganda de doces por lá. Até brincou dizendo “Eu tenho royalties nisso”.

Myla Multimídia: E as festas que nem em outras encarnações eu participaria?? hihihihi

Fernanda Élle: Além de estarem violando a política do próprio Facebook, que indica que empresas ou pessoas que vendem/ofereçam serviços profissionais devem optar pelas fan pages para compartilhar o seu conteúdo. Precisamos começar a denunciar essa gente e a não adicionar sua amizade. Já faz um tempo que não aceito mais amizade de empresas/serviços e os que eu já havia “inocentemente” aceitado, deleto imediatamente quando passam a me incomodar.

Óscar Curros: O legal do mundo digital é que as pessoas põem para fora o que têm na cabeça e trocam ideias. O único problema é o que alguns indivíduos botam na cabeça própria ou, pior, teimam em colocar na dos outros.

Óscar Curros: ‎Fernanda Élle Eu aceito todo mundo. O meu perfil é como coração de mãe, mas quando me enchem o saco, bloqueio na hora. E nunca mais.

Óscar Curros: Também vai muito do usuário. Eu não me deixo manipular por partidos políticos, nem organizações religiosas, ONGs ou outras. Conforme disse acima, todas ideias são bem-vindas, mas com moderação. Aliás, moderação minha, que não é mole não.

Myla Multimídia: Eu concordo Óscar Curros, porque eu sempre tô informando as empresas e outros perfis que tenho intimidade, de que não se deve se utilizar de perfis de Facebook corporativo. Já ajudei algumas a fazerem páginas. Muitas, por incrível que pareça, não têm mesmo a noção de que isso é errado.

Óscar Curros: ‎Myla Multimídia >> Construíndo na conversa. Legal, essa proposta de orientar a comunicação.

Óscar Curros: “Aos moderadores de blogs, fóruns e comunidades, cabe evitar que um troll provoque estragos usando os poderes de moderação.”

Marcos Masini: Mas a minha dúvida continua: Não alimentar os trolls/fakes/afins e deixá-los espalhando mentiras? Como coibi-los? O que fazer?

Fernanda Élle: Um troll precisa de atenção para sobreviver, Marcos Masini. Enquanto as pessoas o fizerem, eles não só existirão como se reproduzirão online. #medo. A mesma coisa acontece com os spammers. E é o que acontece com a TV aberta…. qualidade duvidosa, mas cheia de audiência.

Myla Multimídia: Por isso que não assisto tv. Fazia tempo que não assistia, vi ontem o noticiário e foi só pra ter raiva, daquelas que machucam o ♥.

Marcos Masini: Sim, Fernanda Élle . Mas esse é o lado simples da discussão ou pelo menos de pensar na solução. O problema é quando a questão está sob a ótica profissional, envolvendo clientes, marcas, produtos personalidades públicas. No mais, sempre vai existir outros trolls, desavisados e pessoas de má fé que alimentam-se entre si e continuarão a jogar lixo sobre pessoas/marcas/produtos de bem. Por isso eu sempre digo: Não vá reclamar de um atendimento um pouco mais demorado. Não jogue o nome de uma empresa/marca/produto/pessoa na lama apenas por capricho pessoal. Que a critica tenha consistência, senão, cada um de nós, nos tornaremos, inconscientemente, em produtos do trollismo.

Fernanda Élle: Há uma lista extensa de danos causados por fakes e anônimos a empresas e pessoas, inclusive figuras não públicas. E como cobrar deles uma reparação? Processar?

Fernanda Élle: Já tive vários problemas com conta de e-mail e, recentemente, do Twitter, que foram hackeadas… E saíram postando links de conteúdo pornô…o que poderia causar dano irreparável à minha imagem, enquanto educadora… De quem eu cobraria essa conta? Da empresa que administra o serviço que deveria garantir a segurança dos meus dados? A sorte é que, como fico plugada boa parte do dia, logo percebi que algo errado estava acontecendo e pude remediar a situação. Mas e se não tivesse?

Tere Mestrinelli: Concordo com você, Fernanda Élle. Quanto mais atenção damos a um troll, um fake ou afins, mais se propagarão na rede. Mas o que fazer então para coibir essa disseminação? Apenas ignorar na minha opinião não adianta de nada. A moderação seria um recurso, mas existem tantas pessoas preocupadas que coíbam essa prática? Sei não. “Não são as mídias sociais que estão ruins, são as pessoas”. Isso não é o normal, não? As mídias sociais são compostas por pessoas kkkkkkk

Óscar Curros: ‎Fernanda Élle Eu sugiro uma modificação da sua colocação: Não são as mídias sociais que estão ruins, mas algumas pessoas. Proporcionalmente poucas, mas que desestabilizam muito.

Fernanda Élle: Não sei se são poucas, Óscar Curros.

Óscar Curros: Para mim, moderação é uma posição ética a favor da informação e a discussão produtiva e construtiva. E não duvidaria de processar se fosse realmente necessário, como aconteceu com as besteiras do Rafinha Bastos. Que aliás, é um dos maiores trolls brasileiros.

Óscar Curros: Tem empresas que gostam de explorar as técnicas de trollagem. É o caso da Benetton na última campanha, tão longe das sofisticadas provocações de Oliviero Toscani na época dourada da marca >> http://partybusters.virgula.uol.com.br/2011/a-polemica-da-semana/

Óscar Curros: ‎”Nem preciso falar que as imagens são, obviamente, montagens. Também vale a pena dar uma conferida em outras campanhas da United Colors of Benetton, que sempre abraçou causas que as demais marcas nunca tiveram peito de encarar, muito além da diferença racial. Fotografadas quase sempre por Olivieri Toscani, elas causam polêmica chamando para as coisas que realmente precisam de atenção.”

Marcos Masini: Entendo o tipo de trollagem que o Óscar Curros se refere. O Milton Neves, por exemplo, faz trollagem comercial para ganhar ibope. Mas o que me preocupa são trollagens que disseminam mentiras, falácias e que jogam na lama por capricho, por ódio, por politicagem (pagas em vários casos com dinheiro público) a idoneidade de pessoas/marcas/produtos/empresas.

Óscar Curros: ‎Marcos Masini >> Acho que ai você levanta uma questão interessante. Vale fazer uma pequena classificação básica dos tipos de trollagem. Por exemplo, trollagem ofensiva para desestabilizar ou desprestigiar, com fins políticos. Ou trollagem polêmica com a finalidade de chamar a atenção e intenções comerciais. Ou até trollagem que visa defender causas nobres, mas por meios duvidosos.

Tere Mestrinelli: De um amigo meu Thiago Santinelli: “Se você não se irrita demais com os cretinos à sua volta, então você provavelmente é um deles”.

Tere Mestrinelli: A trollagem polêmica ou a que visa a defender causas nobres até podem ser entendidas, no entanto, mentiras, vinganças torpes, desconstroem a imagem de uma pessoa em segundos. Quantas vezes vi pessoas curtirem algo sem nem mesmo lerem do que se trata. A velocidade com que nos chegam as informações propicia a formação de opiniões, às vezes equivocadas, instantaneamente. Como diz a Fernanda Élle, ela estava presente para remediar a situação. Temos, então, que estar plugados o tempo todo, para coibir tais práticas?

Fernanda Élle: Fuçando aqui na web sobre o tema, achei este interessante post de um moderador de uma comunidade sobre Direitos Humanos. O artigo chama-se “Como combater um troll sem se tornar um troll” e encontra-se publicado no blog “Pensar não dói” (adorei!): http://arthur.bio.br/2010/03/16/comportamento/como-combater-um-troll-sem-se-tornar-um-troll

Fernanda Élle: O bacana do artigo indicado acima é o cara expor suas experiências e inclusive erros na moderação do grupo, pois às vezes os trolls deixam você com a cabeça tão quente de modo a acabar respondendo no mesmo nível deles e perdendo a razão.

Tere Mestrinelli: ‎”Um troll – ou um grupo de trolls – em geral contamina o ambiente de tal forma que as demais pessoas, emocionalmente desestabilizadas, propagam a perturbação por muito tempo e acabam prejudicando a si e a terceiros. É por isso que hoje, na moderação da comunidade de Direitos Humanos, eu corto o mal pela raiz rapidinho: tem cheiro de troll? Parece troll? Eu expulso rapidinho. Se não era um troll, explique-se na comunidade “Expulsos da Direitos Humanos” que eu posso reavaliar”. Muito interessante, Fernanda Élle. Ficar sem fazer nada não é a melhor opção, não é mesmo? A mediação aqui foi firme e direta. Sem muitos “mas”.

Fernanda Élle: Essa ideia de ter um outro grupo para dar chance dos “expulsos” se explicarem achei genial. 🙂

Tere Mestrinelli: http://arthur.bio.br/2010/03/08/comportamento/trolls-da-vida-real-quando-a-vida-imita-a-internet

Marcos Masini: A Tere Mestrinelli iniciou muito bem a questão da trollagem polêmica e a que defende causas nobres. No artigo que disponibilizei no começo desta discussão, explica que não podemos confundir as coisas: opinião é uma coisa, trollagem é outra. Muitas vezes a pessoa defende uma causa nobre, “mas por meios duvidosos” como disse o Óscar Curros, mas isso pode não ser uma trollagem, pode significar desconhecimento/superficialidade da causa. Claro que se continuar a insistir nos erros de maneira extrema, a pessoa pode passar do “desconhecimento” para a trollagem.

Marcos Masini: ‎#ModeFaithOn A trollagem existe desde os tempos da criação, quando a serpente ficava com falácias pra cima da Eva #ModeFaithOff . Os senhores feudais também trollavam (e como). Até hoje, por exemplo, acredita-se que manga com leite faz mal – por mais que se tenha propagado o contrário. E sobre doação de sangue? Quantos mitos (falácias) mantemos até hoje, e por esse motivo, os bancos de sangue ficam sempre precisando de doares com urgência.

Marcos Masini: Quando identifico um troll, não entro em debate com ele. Mas não deixo de propagar e defender a verdade, de maneira indireta, sem citar o troll. Vez ou outra, mostro para a time line que se trata de um troll mentiroso e maldoso.

Marcos Masini: A indicação de link (reflexão) deixada pela Tere é muito boa. Aparentemente ela responde uma das minhas duvidas. O que fazer com os trolls, como agir quando esses atacam a idoneidade de pessoas/marcas/produtos/afins, mas pq “aparentemente”, por que essa parte do texto ainda não me convence: “Como combater a trollagem – a resposta é simples e direta: impeça a presença dos trolls…” A resposta não é tão simples assim. Como disse no início desse ótimo debate, a otimização do Google está aí, deixando na rede tatuado um monte de lixo. E como impedir a presença de trolls no Twitter, no blog escrito de próprio punho ou de jornalistas e, principalmente de articulistas (re)conhecidos nacionalmente a serviço deste ou daquele que se portam com ética em “N” assuntos, mas em outros destilam sua trollagem descarada?

Tere Mestrinelli: Quando postei como possibilidade de reflexão outro texto do mesmo blog sugerido pela Fernanda Élle, minha intenção foi a de buscar respostas para “o que fazer para desestabilizar a trollagem desestabilizadora (rsrs). Não acredito em “axiomas inquestionáveis”, muito menos em “verdades absolutas”, Marcos Masini, mas respeito a coragem do autor em admitir os erros que cometeu ao tentar lidar com o troll. Já dizia Aristóteles em seu princípio da contradição (nada pode ser e não ser ao mesmo tempo), entretanto podemos discutir a real condição do bem e do mal. Existem trolls por excelência? Ou às vezes, como bem disse o autor do texto, nos deixamos enrolar por eles, por pura ingenuidade, por não perceberermos os oportunismos?

Marcos Masini: Sim, Tere Mestrinelli, há trolls por excelência, pagos, inclusive, com dinheiro público, atuando no meio político por exemplo. Sim, muitos se deixam enrolar por eles por ingenuidade/desconhecimento da causa e aí é que mora o perigo e onde os trolls são bem sucedidos. Agora, se não há quem os combata (indiretamente), como fica a verdade? Isso vai longe….rsrs…

Tere Mestrinelli: Chegamos num impasse. E a verdade não tem muitas faces? Rsrs… Mas deixa quieto. Isso é uma conversa que não terá fim rsrs…

Marcos Masini: É o que dizem (sobre as faces da verdade)..talvez para dar suporte aos trolleiros…hahahahaha…

Marcos Masini: Ops! Mas a questão (mentiras/falácias/lixo na rede é séria. Só brinquei com o lance da verdade senão daqui a pouco a gente começa a dizer que tudo é relativo e daí vai cair na discussão do sexo dos anjos . O problema da disseminação da mentira, da calúnia e da difamação por parte de trolls/fakes/anônimos é muito séria e deve ser combatida. Como? Quando? Qual o formato? Diretamente? Indiretamente? Citando o troll? A discussão é essa, a meu ver.

Tere Mestrinelli: Oh, my goodnessssssss. Nem vem rsrs…Agora sou suporte para trolleiros. Se as faces da verdade não existissem, não haveria erro de julgamento kkkkkkkkkkkkk Como? Quando? Qual o formato? Diretamente? Indiretamente? Citando o troll? Não citando o troll? A discussão é exatamente essa, também a meu ver. Isso não impede que tenhamos opiniões divergentes quando considero esse um terreno perigoso e passível de enganos de interpretação. O que é desestabilizador em uma conversa? Ser ofensivo diretamente? Escrever palavras de baixo calão? Não concordar com o que o outro diz e tentar modificar seu discurso? Ser irõnico? Tudo isso é trollagem. Mas não é SÓ issooooooooo kkkkk

Maurity Cazarotti: Quando as pessoas se acostumam de mais a ponto de achar que estão no quintal de casa a coisa não fica boa. No quintal de casa nós fofocamos, falamos mal das pessoas… no quintal de casa, muitas vezes não deixamos o vizinho entrar, não conhecemos seus perfís nem mesmo sabemos o que estão fazendo dentro de suas casas, ao contrário das redes sociais que é um quintal aberto e cheio de coisa que não presta, mas às vezes temos coisas assim, como essa postagem, que assim como no quintal de casa também aparece gente boa e pronta pra ajudar! (Já deu pra ver que gosto de uma analogia!) kkk

Marcos Masini: Estava pensando… para quem faz calunia na Internet tem a justiça, mas que empresa/pessoa/marca vai enfrentar a teia de aranha que é a nossa Justiça para denunciar todos esses trolls sujos? Em alguns casos, o processo, muitas vezes, sai mais caro do que a vitória, penso. Portanto, o processo de seleção está em nossas mãos. Seja “mudando de canal” ou se manifestando, apontando a falcatrua ou disseminando e multiplicando conteúdo correto e transparente, pensando, sempre, no bem estar coletivo.

Óscar Curros: Agradeço os comentários de Marcos Masini e Tere Mestrinelli, que me ajudaram a compreender melhor a possível classificação dos trolls e quais são mais perigosos para a ética da comunicação e da informação. Hoje, lembrei que eu já controlei um troll de fora da rede – uma aluna de um curso de pós-graduação, que ficava querendo ser o centro das atenções – utilizando como recurso uma alusão indireta ao problema em um grupo do Facebook que criei e do qual sou moderador. A dinâmica foi arriscada, mas funcionou. Comecei perguntando abertamente como moderar intervenções inconvenientes em sala de aula. Aguardei ter um número de respostas relevantes e imediatamente convidei essa pessoa, que era considerada inconveniente pelo resto da turma do curso, só que ninguém falava nada. A maior facilidade de expressão na Internet permitiu que outros colegas se posicionassem e eu tomei extremo cuidado de que não houvesse ataques ou troca de insultos. A própria troll acabou se revelando – pois até então, era um lobo na pele de ovelha – e dizendo – acidentalmente, pois achava que era uma mensagem privada para mim – que achava que vários dos professores e alunos do curso deveriam ser expulsos por “falta de respeito aos brasileiros” – na verdade, apenas comentários descontraídos e bem-humorados sobre diferenças interculturais, como as questões de pontualidade, tão diferentes em países como o Brasil, a Espanha e a Alemanha. Eu encerrei a discussão por lá, mas mantive a pessoa no grupo e a convidei a compartilhar conteúdos adequados para o espaço, que foca interculturalidade entre países de fala portuguesa e de fala espanhola. Ela atendeu à solicitação e uma vez ou outra compartilha algum material. Melhor ainda, moderou suas intervenções na sala de aula.

7 Comentários leave one →
  1. artur santos permalink
    13/01/2012 17:54

    Caro – jornalistamasini:

    Eu assisti a várias palestras por vídeo, ministradas por Paulo Ghiraldelli júnior – que se afirma filósofo de S. Paulo – que me pareceram muito apreciáveis.

    No entanto, determinadas pessoas, como Olavo de Carvalho, afirmam que ele é um dos maiores trolles do meio académico e da internete; opinião essa, que muito me espantou…

    artur

  2. artur santos permalink
    13/01/2012 17:28

    Olá – jornalistamasini.

    Obrigado pela sua simpática resposta:

    O fórum em questão – o qual eu me referi – é o “Fórum Clube Céptico”, que admite abertura de tópicos, sobre qualquer tipo de tema; incluso religiosos, espiritualistas e parapsicológicos.

    Só que os foristas de carácter religioso, espírito-kardecista e outros, não conseguem contra-refutar a argumentação “céptico-ateia”, dentro duma metodologia, baseada no “método científico”, sem serem mimoseados com chistes – tais como – esse tipo de conto mítico é pura besteira ou bobagem, ou outras expressões verbais comparadas…

    Claro, que quase todos os foristas, que recebem uma refutação argumentativa desse estilo, acabam por se enfurecer. Perdem as estribeiras, dizem coisas danadas e depois recebem sucessivamente vários cartões amarelos, por tentativa de proselitismo e falta de evidências científicas para defender os seus argumentos: acabando fatalmente por serem expulsos do fórum; ou por acusação de trollismo, ou de tentativa sistemática de evangelização, não solicitada.

    artur

  3. 18/12/2011 1:00

    Olá, pessoal.

    Eu sou o autor de dois dos textos linkados na discussão. Fui eu quem disse que “a resposta [para combater os trolls] é simples e direta: impeça a presença dos trolls”. Acho importante justificar esta afirmativa.

    O grande problema de combater os trolls é que o simples combate já é uma derrota. O troll não tem nada a perder: ele não tem obrigação de ser coerente, nem de ser educado, nem de agir com honestidade intelectual. Tudo que o troll quer fazer é perturbar. Se você tem um objetivo e precisa desviar sua atenção por um segundo que seja deste objetivo para combater o troll, então o troll já ganhou a parada. É por isso que a única solução contra os trolls é um bazucaço na cara – figurativamente, é claro.

    O grande risco de combater os trolls com bazucaços, por sua vez, é que pode acontecer que inocentes sejam alvejados de modo fulminante e decidam não retornar ao debate em função disso. Por isso eu sou partidário da filosofia de avisar antes de atirar – mas só uma vez.

    Recentemente, na nova comunidade de Direitos Humanos, nós percebemos a presença de um troll. Ele se apresentava como evangélico, defendendo o direito de os evangélicos se organizarem politicamente, elegerem deputados e votarem segundo suas convicções. A prova dos nove era muito fácil: eu simplesmente perguntei se ele achava correto que, caso os evangélicos democraticamente se tornassem a maioria absoluta nas duas casas do Congresso Nacional, se eles poderiam legislar inserindo princípios de origem religiosa na legislação – por exemplo, proibindo o recentemente aprovado reconhecimento das uniões homossexuais.

    O que o cara fez? Ao invés de responder “sim” ou “não”, ele me acusou de preconceito contra os evangélicos, dizendo que eu não poderia barrar cidadãos com os mesmos direitos que qualquer um outro de se organizar politicamente. Ou seja, carimbou seu passaporte de troll.

    Aí nós cometemos um grande erro: deveríamos tê-lo expulsado imediatamente, mas resolvemos tentar desconstruir os argumentos dele para mostrar aos demais que ele não estava defendendo Direitos Humanos. E aconteceu o óbvio: o cara era um troll experiente, tergiversava imensamente, lançava inúmeros clichês aparentemente em defesa dos Direitos Humanos e acabou conquistando simpatias. Quando finalmente a situação se tornou insistentável, até mesmo com gente deixando a comunidade em função de ameaças de processo feitas pelo troll, que começou a acusar abertamente os membros e a comunidade de perseguição religiosa, tivemos que dar um pé na bunda dele e de mais três membros que embarcaram na canoa furada dele. Isso sem falar do estresse que passamos e de sabe-se lá quantas pessoas que ficaram achando que somos intolerantes.

    Entendam, por favor: nada de bom pode vir da presença de um troll, por isso é suicídio permitir que eles continuem semeando falácias e conflitos após identificados. Parafraseando o terrível ditado dos detratores dos Direitos Humanos, “troll bom é troll eliminado”. 🙂

    Abraços!

    • 20/12/2011 16:32

      Olá, Arthur.

      Obrigado por aparecer por aqui, contribuir e enriquecer o debate.

      Quando se trata de grupos de discussão a resposta simples faz todo o sentido do mundo. Mas a Internet não é feita apenas por espaços destinados a grupos de discussão, como as comunidades do Orkut (lá é fácil impedir e eliminar, por exemplo), mas o problema maior está na “área aberta”. Há trolls espalhando e otimizando no Google mentiras,calunias,falácias, como foi colocado no post, seja via blog, twitter ou Facebook. Como evitar ou combater isso? Por isso questionamos também a questão do “Não alimente um troll” – a meu ver, a máxima é muito simples para uma praga que se espalha,e, pior, muitas vezes com dinheiro público.

      [ ]’s

  4. 16/12/2011 1:07

    Faz tempo que vejo as redes sociais alimentarem todo tipo de trolagem,inclusive em lugares onde eles são aceitos,e alimentados como mascotes.
    Detesto palavrão,imagens que insultem pessoas,comentários sem o menor sentido,e
    informações “bem intencionadas”.
    Centenas de pessoas fazem fakes com a única intenção de zoar com pessoas e coisas,da pior forma possível.
    No orkut,eu optei pela versão antiga,
    Assim tenho controle sobre o que me enviam.

    • 20/12/2011 16:35

      Olá, Li.

      Quando a coisa é muito explicita fica fácil diagnosticar a praga. Apesar de, infelizmente, alguns desavisados ainda caírem na ideia do troll.

      Mas em alguns casos a coisa é sútil, afinal, muitos deles são argumentadores e comunicadores de primeira linha. É gente profissional e paga para fazer o desserviço.

      [ ]’s

  5. 15/12/2011 17:04

    (Vale este)
    Vou deixar um comentário bem no estilo troll: >>> minha foto com esse gorrinho vermelho está demais no seu blog! kkkkk!

    *****
    Agora é sério: a Internet é o que fazemos dela. E, não sou fã de generalizações, mas o brasileiro juntou o gosto de tirar um bom sarrinho dos outros com o uso das redes sociais e, por isso, estamos sendo cada vez mais inundados por vídeos de pegadinhas, imagens obscenas, “zuação” com times de futebol, pessoas esculachando os comentários dos outros de forma anônima ou fake… Isso sem contar os que reclamam da vida sem argumentação plausível e com palavreado chulo, a divulgação excessiva de serviços e produtos, enfim, tudo o que já era compartilhado por e-mail agora está ali sendo esfregado a cada segundo na nossa timeline.
    Nesse sentido, sentindo-nos constrangidos de utilizar o ambiente virtual, nossa atuação na rede deve procurar coibir esse tipo de comportamento, evitando alimentar as mazelas da Internet, incentivando boas práticas online e compartilhando conteúdos relevantes e que possam beneficiar a comunidade.
    Meu mural ou página de perfil não é lata de lixo para qualquer um ir postando e externalizando os seus pedacinhos de degradação mental. E o seu, leitor?

    • 15/12/2011 18:52

      Fernanda….

      Até quando você quer fazer um comentário no estilo troll você não consegue… hahaha… Ah se todo troll fosse assim.

      [ ]’s

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  1. Redes Sociais: promessas para 2012 « Marcos Masini: Jornalista, Redator WEB, Conteúdo para Mídias Sociais – Franca-SP

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