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Atacantes e zagueiros na política

10/11/2011

Estava refletindo sobre ex- jogadores de futebol que deixam o gramado para tentar bater uma bolinha em outras áreas, na política. Temos exemplos recentes: Danrlei (deputado federal pelo PTB-RS), Marques (deputado estadual pelo PTB-MG), Romário (deputado federal pelo PSB-RJ), Roberto Dinamite (deputado estadual pelo PMDB-RJ) e Bebeto (deputado estadual pelo PDT-RJ), João leite (deputado estadual) e outros tantos que tentaram.

Não sei até onde Romário vai chegar com suas cutucadas e sua posição firme e atenta na área – espero que ele não pare de treinar ou se entregue na noitada com os nobres “amigos” -, mas vez ou outra vejo aqui ou ali notas sobre o baixinho, que tem incomodado os zagueiros truculentos da nossa política. A última foi uma colocação marota do baixinho pra cima de Renan Filho na audiência da comissão que sabatinou Ricardo Teixeira e Jérôme Valcke na Câmara. Inconformado por ter apenas três minutos para falar, Romário disparou a Renan quando este anunciou o fim do tempo: – Me admira deputado Renan, um deputado que gostas de futebol, que joga bola muito bem, não deixar a gente perguntar…

Zagueiros estes que descem a botina em atacantes que querem marcar gols para os times da democracia e do desenvolvimento. No campo do congresso está cheio desses beques, infelizmente. Os bons atacantes, em minoria, tentam se desvencilhar da marcação, das faltas, da catimba.

Esses zagueiros, no entanto, são talentosos na hora do drible e fintam a honestidade, jogam pra escanteio a pergunta que não querem responder e tiram de letra a arte de enrolar.

A bola e o gol, para estes, não importam muito. O interesse é em atender o extracampo e o que pedem os cartolas, os empresários dos times. Esses zagueiros, quando querem, trombam com o próprio companheiro na área pra ter a quem culpar na hora do gol contra. Como disse muito bem a ex-senadora Marina Silva em uma de suas entrevistas: “… já não conseguem mais debater temas complexos e reduzem a discussão ao poder pelo poder”.

Os bons atacantes e camisas dez dos gramados do congresso são minorias. Novos talentos precisam aparecer na base para que o espetáculo seja abrangente e não fique reservado apenas a grupos específicos. Afinal, a galera da arquibancada também paga pelo espetáculo e merece um bom espetáculo, antes de tudo, com fairplay. #TodosGanham

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