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As principais frases de Marina Silva sobre sua saída do PV

09/07/2011

Muita coisa foi dita durante o Encontro Por Uma Nova Política e na entrevista coletiva pós Encontro. O evento que marcou a desfiliação de Marina Silva do Partido Verde ocorreu na quinta-feira, dia 7 de julho, no Espaço Crisantempo (rua Fidalga, 521, Vila Madalena, São Paulo).

Resolvi reunir as principais que foram ditas em um único post, para facilitar a compreensão dos fatos de todos. Quem quiser minha opinião sobre a desfiliação de Marina do PV leia este post.

Ajude a compor esse texto. Envie outras frases ditas durante o evento. Deixe-as nos comentários que eu vou incorporando ao post.

Frases de Marina

“Vou manter minha coerência e seguir em frente. Esse é o sentido de nosso gesto. Não se trata de uma saída pragmática, com olhos postos em calendários eleitorais. Ao contrário, é a negação do pragmatismo a qualquer preço”

“Não é hora de ser pragmática, é hora de ser ‘sonhática’”.

“Não é o fim, é o início”.

“A experiência no PV serviu para sentir até que ponto o sistema político brasileiro está empedernido e sem capacidade de abrir-se para sua própria renovação. Os partidos tornaram-se “máquinas obcecadas pelo poder em si e cada vez mais distantes do mandato de serviço que estão obrigados a prestar à população”.

“Não podemos negar a tristeza pelo que está acontecendo na política, no sistema político e nas instituições brasileiras. É só vermos os casos que estão aí falando por si mesmos”.

“Espero que o PV possa se refazer para poder metabolizar isso que nós suscitamos na sociedade. Lamentavelmente (agora) não foi possível e eu não vou ser incoerente com aquilo que faço e aquilo que eu falo”.

“É essa a causa que nos move e nos faz reconhecer que o propósito de levar adiante por meio do PV, na forma em que foi estruturado, não foi possível. Vamos nos reencontrar com nosso potencial para mudar o que precisa ser mudado e preservar o que precisa ser preservado”.

“Sabemos de sua importância (partidos), de seu papel, mas não podemos fechar os olhos para seus desvios. Devemos exigir que saiam de suas velhas práticas e acordem para o presente. Espero que esse movimento possa ajudar nessa transformação. Quando me perguntam o que vou fazer com os 20 milhões de votos, eu dizia que os votos não são meus. Não é uma herança, é um legado.”

“A gente começa os processos com grandes ideais, o problema é que a gente põe o ideal na popa, como um efeito, um adorno. O ideal tem que estar na proa, a nos guiar. Não é um símbolo. Símbolo é coisa morta, usada por qualquer um de acordo com seus interesses. O ideal tem que estar dentro de nós, a nos mover.”

“Pudemos perceber que as pessoas podem participar da política independente das estruturas e das alianças e fazer da sua participação algo relevante. Vimos o Brasil integrado aos movimentos que estão acontecendo no mundo”.

“O movimento, que é uma nova forma de fazer política, deve estar dentro de todos os partidos. Eu tenho conversado com a Heloísa Helena e ela tem sinalizado muito fortemente que estará junto”.

“O movimento está aberto para quem é de partido, quem não é de partido, para outros partidos e pessoas. Por isso não houve em nenhum momento a intenção de que isso fosse colocado como um partido. Acho que tem que ter um tempo para metabolizar isso, até para ver se a gente tem densidade política, teórica, de propostas e fundamentos. Não se faz um partido para concorrer às eleições. Imagine o que é fazer um partido já com uma somatória de interesses para concorrer as eleições em 2012. Não, de jeito nenhum. Agora vamos discutir até que isso se coloque”.

“A política não é monopólio dos partidos. O sistema político brasileiro está estagnado e os partidos também. Viraram máquina de disputar o poder pelo poder.”

“Se eu defendo a democracia como é que eu vou justificar um partido que não faz eleição para escolher seus dirigentes? Que nomeia os dirigentes e os afasta ao bel prazer do seu presidente o quem quer que seja”.

“Não sou candidata a priori, não vou ficar na cadeira cativa de candidata. Eu não sei. Se não sei, não posso dizer que sou. E se não sei, não posso dizer que não sou. “Se em 2014, com legitimidade, as circunstâncias da política do Brasil exigirem um passo nesta direção, eu peço a Deus coragem para dá-lo. Neste momento eu não sei se serei candidata ou não. Neste momento é bom, porque quando você fica candidato, tudo o que você faz já tem um passo marcado”.

“Vou ajudar no cotidiano, nas políticas boas que a presidente venha a fazer. Só que será uma ajuda livre, sem favores ou troca de cargos. É a melhor ajuda que alguém pode dar e a melhor ajuda que alguém pode receber”.

“Podia nem ter sido candidata. Buscava uma ferramenta para romper a velha política” – em resposta se o motivo de sua filiação ao PV foi eleitoral, para disputar a Presidência em 2010.

“Temos que abaixar a ansiedade com essa coisa de ser visto. Não vou ficar com uma melancia no pescoço, fazendo cambalhota para ser vista”. “Vou entrar nas causas que são importantes e justas, mesmo que sejam causas perdidas”, disse, citando a luta contra as mudanças no Código Florestal. “Estou nessa agenda há muito tempo e jamais deixaria de estar por não ter a certeza do sucesso.

Frases dos apoiadores de Marina

“O PV não conseguiu se desvencilhar da cultura política brasileira. Se perdeu em carguinhos, em fisiologismo” [Sirkis]

“O que aconteceu depois do segundo turno? Passaram cinco meses sem que a executiva nacional se reunisse, e quando ela se reuniu apresentou proposta de prorrogação do mandato de todos, sobretudo do presidente que vem sendo presidente há 12 anos” [Sirkis]

“… as reivindicações do grupo –como a realização de eleições municipais até setembro, a mudança do estatuto para encurtar o mandato presidencial para dois anos e mudanças nos diretórios estaduais de Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Distrito Federal– foram ignoradas”. [Sirkis]

“O PV não foi capaz de dar perspectiva aos 20 milhões de votos de Marina. É necessário outro instrumento, um movimento que possa de fato incorporar esses eleitores. Estamos pensando em um movimento em rede, com elaboração de teses, propostas, e eleições de pessoas para cargos de coordenação que sejam de fato democráticas” [Sirkis]

“Marina Silva mantém sua coerência e inteireza ética. Saiu do PT porque este não assumia a sustentabilidade e do PV por não querer se reformar”. [Leonardo Boff]

“Votei na Marina (Silva) e no Guilherme (Guilherme Leal, vice), mas, principalmente, nas ideias que defendem, não no PV. Não tenho muitas dúvidas de que o que ela representa hoje é maior do que o que sobrará para o partido. O Penna (José Luiz Penna, presidente nacional da sigla) e sua turma podem ter perdido a oportunidade de renovar o partido e torná-lo realmente importante. Desculpe o trocadilho, mas o Partido Verde não quis amadurecer. A Marina é uma das raras figuras públicas 100% fiel às ideias que defende, e não a grupos ou partidos. Politicamente, ela pode até sair enfraquecida, uma vez que perde uma base, mas não é isso o que parece guiá-la. Se não for para por em prática o que acredita, não vale a pena”. [Fernando Meirelles]

“Os partidos estão perdendo a importância, porque perderam a alma e o sentido de suas propostas”. [Oded Grajew]

“O PV e maioria dos partidos se divorciaram do conjunto da sociedade”. [Ricardo Young]

“Os partidos não evoluíram como as empresas. Com a globalização da economia, as empresas tiveram que passar por processos de modernização, respeitar clientes e colaboradores, acionista minoritários. Parece que os partidos, os políticos não aceitaram passar por esse processo de diálogo mais transparente. Não é privilégio brasileiro, nem do PV. O PV não quis se abrir para viver uma transição de modernização” [Guilherme Leal]

“O movimento que surge hoje é muito importante porque representa uma resposta a um problema fundamental dos últimos anos, que é o de aproximar a sociedade dos grandes temas, fazer com que exista a possibilidade de participação política para pessoas que querem atuar de uma forma digna e ética”. [Gabeira]

“Nós tentamos de tudo. Nós rodamos o Brasil para comprovar que é possível ter mais democracia, mas não teve jeito. Houve falta de “abertura” do PV para dialogar e a ausência de eleições internas”. [Maurício Brusadin]

“Sem ética, transparência e respeito ao ser humano, a população continuará sofrendo no dia a dia, através da falta de saúde, educação e de oportunidades, a desigualdade imposta por esse sistema que comprovadamente precisa mudar”. [Tatiana Ujacow]

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