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O Fim da Empresa

17/06/2011

Mauro Lopes, sócio-diretor da MVL – Comunicação*, e Arnaldo Bassoli, líder da Unidade de Processos Dialógicos da MVL e diretor da Escola de Diálogo de São Paulo, também em dobradinha, provocaram inquietação e reflexão nos presentes ao propor a abordagem de um tema inusitado no primeiro dia do Congresso Mega Brasil de Comunicação 2011 – fiz parte da equipe de cobertura do evento -, que a Mega Brasil realizou de 24 a 27 de maio, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo: O fim da empresa.

Ambos fizeram leitura de um texto com o objetivo de costurar e conduzir tudo para as falas dos “convidados”, entre eles Leonardo Boff, Jorge Larrosa, Martin Heidegger, Bertolt Brecht, Joseph Conrad, entre outros escritores, filósofos, teólogos, teatrólogos, cientistas sociais representados por profissionais da MVL.

Segundo Mauro Lopes a empresa foi, ao longo de mais de 300 anos, o espaço por excelência da modernidade. Racionalidade, hierarquia, objetividade, metas – essas são algumas das palavras-chave da empresa ao longo destes séculos.O esgotamento da modernidade e de seus grandes marcos e o desenho de um novo padrão civilizatório colocaram em crise o modelo de empresa tal como arquitetado originalmente. Mais do que isso: a própria empresa está em xeque. “É o inicio de um tempo no qual as organizações, que hoje conhecemos como empresas, e que terão outro nome nos próximos 50 anos, terão que encontrar um novo equilíbrio entre os seus aspectos existenciais. A busca de resultado e lucro não será nos próximos 20 a 30 anos o centro das empresas, mas o espaço da relação entre as pessoas, e isso ocupará a centralidade na vida organizacional”, disse.

O diretor da MVL acrescentou ainda que o papel da comunicação diante do tema, hoje, ainda é secundário. “Quem está lidando com o assunto sãos as escolas de alta gestão no mundo. A comunicação continua subalterna. Ela não tem um papel relevante na reflexão e no pensamento sobre esse novo contexto das organizações”, explicou.

Para Arnaldo Bassoli o espaço do trabalho, conhecido até agora como empresa, não precisa mais ser “empresa” ou, ao menos, não precisa mais ser unicamente “empresa”. “O ambiente, o mundo do trabalho nos apresenta, com o rompimento dos padrões culturais, comunicacionais e relacionais – e não vamos falar aqui sobre a explosão das redes sociais -, a possibilidade de, no âmbito de uma comunidade estruturada, tecida cotidianamente a partir dele mesmo, do trabalho, re-significar a relação individual e comunitária com o instante, com o presente e a presença.“E possibilitar: autoconhecimento, conhecimento do outro, autoconhecimento a partir do olhar do outro e para o outro… Crescimento, amadurecimento, profundidade… Pois é neste lugar, o trabalho, que podemos nos encontrar, admirar nossos limites, fracassos, ousadias, nosso ser’, acrescentou.

* Sou contratado da MVL – Comunicação (Home Office) para fazer monitoramento de mídias sociais da Copersucar e da ex-presidenciável Marina Silva.

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