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Eliane Brum, Juca Kfouri e Japiassu no Encontro de Jornalistas Escritores do #Congresso3em1

27/05/2011

Foto: Agência Imagem

Tenho participado das várias palestras oferecidas no Congresso Mega Brasil de Comunicação, evento realizado em São Paulo, no Centro de Convenções da Rebouças – essa é a minha 8ª participação no #Congresso3em1, desta feita integrando a equipe de cobertura do evento.

Selecionei palestras que contenham em seu bojo conteúdo sobre Redes Sociais, área que tenho atuado no monitoramente, no relacionamento, na produção de conteúdo e até estrategicamente. Entre a produção de um texto e outro, aprecio – essa é a palavra correta para o sentimento – o Encontro com Jornalistas e Escritores. Participei do 3º Talk Show que contou com as presenças de Juca Kfouri, Moacir Japiassu e Eliane Brum.

A moderação ficou sob responsabilidade da Sócia-Diretora da S/A Comunicação, Junia Nogueira Cabral, que me fez refletir que não há rodas de diálogos com apresentações ruins, mas sim moderadores ruins. Junia não deixa a peteca cair e intervém com perguntas e conversas que se complementam, dando contexto às histórias e o debate, claro, ganha novo fôlego.

Muita informação durante o terceiro talk show. Algumas delas listo abaixo como tira-gosto pra quem não se inscreveu para o evento. Como de costume, faço uma ou outra intervenção entre [chaves] e negrito.

“Eu sou uma “escutadeira” da história da vida das pessoas. Eu interfiro o mínimo possível na fala do outro. Perguntar é uma forma de controle da história. Por isso, cada vez mais eu faço menos perguntas. Claro, cada caso é um caso.” – Eliane Brum

“A reportagem escreve primeiro dentro de mim. E esse processo é doloroso. Não consigo contar nada pra ninguém sem antes escrever. A escrita é dolorosa, mas libertadora” – Eliane Brum [Em resposta à pergunta se tem medo da tela em branco ao começar a escrever. Ficou constado no primeiro talk show do Encontro com Jornalistas Escritores que a maioria tem medo de escrever]

“Eu não anoto só o que ouço. Gestos, cheiros, pausas e o ambiente são informações preciosas para uma boa matéria” – Eliane Brum [temos que nos libertar do excesso de aspas]

“Quando vocês ficavam todos falantes na hora do almoço, eu, em silêncio, estava escrevendo minha matéria” – Juca Kfouri contado história sobre Veríssimo [Veríssimo havia dito que escrever era algo temeroso pra ele. No hotel, a noite, Juca ouviu o bater da máquina de Veríssimo como se fosse uma metralhadora. Juca foi dizer que Veríssimo era um enganador, que ele não tinha medo nenhum de escrever, daí veio essa resposta do escritor]

“Vida inteligente do outro lado (da tela do computador) se manifesta (comentários no blog), infelizmente, muito menos do que a vida burra”. Dos 2 mil comentários diários no meu blog, 15% são eliminados por grosseria desmedida – Juca Kfouri [Pois é, Juca, a internet aguça o lado sombrio das pessoas ]

“O Ricardo Teixeira me processa até quando faço elogios. Digo, por exemplo, que ele está um cinqüentão bonito e ele acha que estou sendo irônico e o chamando de gay” – Juca Kfouri [O Ricardo Teixeira vi te dar um tempo, agora, Juca. Ele está ocupado se explicando para autoridades suíças]

“Eu sou um torturado da frase. Eu nunca pensei e ser jornalista. Eu queria ser escritor. Mas alguns professores me aconselharam a procurar um emprego” – Japiassu

“Sou pobre, não vendo nada e sou razoavelmente feliz. Eu tenho um problema: eu apresento uma certa dose de cinismo e ironia. Mas as pessoas não entendem mais a ironia” – Japiassu [O problema maior é com o contexto, a cultura de mundo, a interpretação]

“Se erro no trivial não acreditam nas coisas mais complexas que escrevo. O texto é a ralação da apuração e do cuidado na hora de escrever” – Eliane Brum

“Sim, gente, escrevo meus textos no computador. Mas tenho medo do bicho e taquicardia, principalmente quando ele me pergunta se quero fazer as atualizações” – Japiassu

“É um mantra isso, mas em alguns momentos, eu submeto o texto com as respostas dadas para o entrevistado, não para retirar o que ele disse, mas para explicar o que não deixou claro. Certa vez o Pelé me deu declarações fortíssimas. No outro dia eu mostrei a ele o texto e disse: é isso mesmo? Posso publicar? Ele disse que sim, eu publiquei. O Ricardo Teixeira quis me processar (e ao Pelé também), mas Pelé disse ao Juiz: “Ele (Juca) não tem nada com isso. Ele publicou exatamente o que eu disse”. – Juca Kfouri

“Não tem nenhuma matéria mais importante que a pessoa. Entrevisto personagens anônimos que não estão acostumados com a mídia. Eu explico se a pessoa tem ciência de suas declarações, e o que pode ocorrer com ela. Se ela disser que não quer que a matéria seja publicada, eu não publico” – Eliana Brum [até então eu nunca tinha ouvido essa declaração de nenhum jornalista]

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