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Opositores a Marina tentam disseminar versões falsas de sua condução no Código Florestal

09/05/2011

A velha política querendo desfocar Marina Silva

O texto opinativo de jornalistas ou de personalidades de expressão corre o risco de distorcer fatos, principalmente no âmbito da política. O que resta, nesses casos, é surgir novas vozes e despertar outras para que se levantem a combater os sofismas bradados por articulistas que emprestam suas vozes para o rolo compressor da velha política.

Entende-se por velha política, a política que banaliza a falta de cuidado com a gestão pública; a simples disputa pelo poder que sempre dominou a política, seja em Brasília ou por esses rincões do Brasil; as alianças partidárias pensando apenas em vantagens futuras; o voto de cabresto, a oposição apenas para ser do contra; o nepotismo, o clientelismo, a corrida desenfreada a cargos no ministério, manipulações de fatos, números e declarações em época de campanha; as ações de marketing político em detrimento de ações que permitam a efetiva interação democrática entre atores políticos e cidadãos; a política que defende ideias e interesses de determinados grupos em detrimento ao bem comum.

Trabalhar contra essa velha política não é tarefa fácil. Quando alguém tenta parece que há ruídos na comunicação. Uma sensação de destoar do todo. Torna-se, às vezes, incompreendido aquele que rema contra o rolo compressor.

Começando, de fato, as argumentações que dão sentido ao tema deste post, “Opositores a Marina tentam disseminar versões falsas de sua condução no Código Florestal”, analisaremos algumas opiniões.

Reinaldo Azevedo, articulista tradicional da revista Veja e Rosângela Bittar, chefe de redação do Valor em Brasília e Claudio Humberto (sempre ele), puxaram a alavanca em artigos sofistas embasadas sob o olhar da velha política sobre a condução frente ao novo Código Florestal e até a posição de Marina em relação ao PV.

Protegidos sob a máxima que “Brasileiro tem memória curta”, ambos afirmaram que Marina estava pegando o bonde andando sobre a votação do Novo Código Florestal Brasileiro que está em debate desde 2008, e que não há justificativa para solicitar mais tempo à Câmara para aprofundar a temática e envolver a sociedade.

Lembremo-los: Como ministra do Meio Ambiente, cargo que ocupou até maio de 2008, Marina promoveu diversas conversas com todos os setores empresariais interessados na atualização do marco legal para preservação das florestas. Deixou para seus sucessores um processo que apontava para a construção de entendimento a respeito dos temas mais críticos, como a recomposição da reserva legal. A Única, que congrega os produtores de açúcar e etanol, por exemplo, testemunha o esforço empreendido pela ex-ministra para assegurar a promoção de ambiente democrático de troca de ideias e diálogo entre visões distintas, às vezes, sobre o fortalecimento do agronegócio.

E mais: A ex-presidenciável, após a eleição, manteve sua rotina de contato com alguns dos segmentos sociais que impulsionaram a sua candidatura _o movimento socioambiental, a juventude, a academia. O circuito percorrido por Marina não foi o das luzes da mídia, mas o das forças vivas da sociedade.

Em todos os fóruns em que esteve presente, como já havia feito em 2010 na campanha eleitoral, Marina advogou que o debate sobre as mudanças no Código Florestal deveria ampliar a participação da opinião pública e que sua apreciação não deveria ser feita de forma açodada. No ano passado, inclusive, chegou a propor a seus oponentes na disputa pelo Planalto que os presidenciáveis se comprometessem com essa orientação para a reformulação do marco legal. José Serra e Dilma Rousseff nunca se manifestaram a respeito.

É fácil saber quando Marina estrou na discussão: Digite no Google as palavras Marina Silva e Código Florestal e veja em todas as páginas (são 562 mil resultados) o quanto ela tem debatido a questão. Para facilitar eu já digitei. Confira o resultado: http://bit.ly/l2cs5u

Desde a posse do novo governo, Marina tem insistido diretamente com a Casa Civil para que as autoridades federais assumam o protagonismo no processo de elaboração. No mais, o Código Florestal não é dos ruralistas nem dos ambientalistas. Não é do Aldo ou da Marina. O Código deve ser do Estado brasileiro, legitimado pela nossa sociedade civil. E aí, Governo?

Com relação ao movimento “Transição Democrática”, que tem se reunido desde março em diversos estados para defender que o PV se relacione com seus filiados de forma participativa e interativa, não se trata de uma oposição ao atual presidente do PV, José Penna, mas sim com o intuito de debater as propostas e estratégias para a democratização das dinâmicas e estruturas internas do partido e ampliar o diálogo do partido com a sociedade e discutir várias propostas prometidas a Marina pelo partido antes das eleições, entre elas propostas de que o PV passe a integrar seus filiados em processos de decisão, incluindo a eleição das suas direções municipais, estaduais e nacional. Como a própria Marina esclareceu em recente entrevista coletiva “o Transição Democrática não foi formado para “destituir” A, B ou C. Seu objetivo é criar os canais que estimulem a militância verde a participar e a se integrar efetivamente nas decisões partidárias”

O certo é que Marina, hoje, representa o botão de alerta da sociedade para a política e para temas que são considerados top no mundo: sustentabilidade e educação. Não há como negar a contribuição dada por Marina Silva ao tema. No mais, foi a visão de Marina sobre estes e outros assuntos, é que o assunto sustentabilidade entrou na agenda política brasileira, palavra de ordem no mundo.

Diante do exposto fica claro que as opiniões de Claudio Humberto, Reinaldo Azevedo e Rosângela Bittar (a dessa provavelmente embasada nos artigos de Reinaldo sobre o assunto em pauta) são desinformações, portanto um desserviço à população, dos reais fatos em relação aos temas PV e Código Florestal. Deformação da informação dos três? Falta de apuração? Opinião “encomendada” ? Sofismas para enfraquecer ou distorcer imagem conquistada com integridade de uma pessoa (Marina) ícone do novo jeito de fazer política?

UPDATE: agora, aparece o Sérgio Pires, do site de notícias de Rondônia, querendo aliar pensamentos distorcidos de ONGs a Marina. É certo que muitas ONGs apoiam ações de Marina em relação ao Meio Ambiente, mas dizer que Marina está alinhada, como por exemplo, com a internacionalização da Amazônia é descabido. Nunca ouvi ou li comentário de Marina a respeito.

Marina Silva realmente é contrária à aprovação apressada das mudanças no Código Florestal, pois o projeto apresentado na Câmara dos Deputados, caso seja aprovado, representará retrocesso na política ambiental. Agora, dizer que a ex-senadora, ao fazer a defesa das florestas e da biodiversidade brasileiras, estaria a serviço de interesses internacionais é, no mínimo, leviano e desrespeitoso.

E dizer também, como uns e outros estão a dizer, que Marina se aliou a ONGs internacionais, que defendem interesses contrários aos dos agricultores brasileiros é outra falácia. Os empresários preocupados com a competitividade do agronegócio brasileiro conhecem muito bem o que a ex-presidenciável pensa a respeito disso.

O programa de governo de Marina lançado durante sua campanha à Presidência da República, em 2010, afirmava que o agronegócio brasileiro deveria ter sua orientação estratégica direcionada ao aumento de produção pelo ganho de produtividade aliada à conservação e restauração dos recursos naturais, incluindo o desmatamento zero em todos os biomas, a redução do uso de agroquímicos e uma transição para o sistema de agroecologia.

Essa estratégia permitiria intensificar o uso das áreas já ocupadas pela agropecuária, freando a expansão da fronteira agrícola, principalmente na Amazônia e no Cerrado. Além disso, que todos os instrumentos de políticas públicas devam ser direcionados à conciliação entre produtividade, conservação e geração de renda de milhões de agricultores brasileiros.

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One Comment leave one →
  1. 12/05/2011 2:38

    As ofensas de Aldo Rebelo a Marina Silva comprovam porque o bombardeio. Eles sabem a importância que ela tem nessa discussão. Em especial, a deferência que o governo demonstra a Marina deve incomodar muito! Com certeza a atenção do governo com a proposta do Código tem a ver com o compromisso assumido pela então candidata Dilma Rousseff à Marina Silva.

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