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Os melhores tweets do primeiro dia do Social Media Week São Paulo

15/02/2011

O ano começou com dois grandes eventos sobre tecnologia, mídias sociais e internet. Na segunda semana de janeiro o Centro de Exposições da Imigrantes foi tomado por “geeks” (ou não) para a Campus Party Brasil. Também na segunda semana, mas em fevereiro,  aconteceu na FAAP, em São Paulo, o Social Media Week (SMW), o maior evento de mídias sociais do mundo realizado em 9 cidades ao mesmo tempo: Nova York, São Francisco, Roma, Paris, Toronto, São Paulo, Londres, Hong Kong, Istambul.

Desta feita não participei de ambos. Mas acompanhei os eventos via stream e hashtags (#CPB2011 e #SMWSP). Minha timeline foi invadida por bons conteúdos, principalmente advindos do Social Media Week. Fiz um filtro do primeiro dia, acompanhando o conteúdo de duas palestras que, creio eu, foram um abre alas nota 10 do evento.

O painel “O Social nas Mídias Sociais” discutiu o papel social das mídias sociais, um bate-papo com quem está à frente de iniciativas sem fins lucrativos, liderando o ativismo digital ou buscando construir um mundo melhor com o uso intensivo das ferramentas sociais, com Paulo Farine (Inst. Elos), Maurício Curi (Educartis), Felipe Fonseca (MetaReciclagem), Jorge Carcavallo Picho (REUNAMOS.com), e a moderação/participação de Fernando Barreto (Webcitizen).

A palestra “Empowered or Not?” Um debate sobre o poder dos indivíduos e do coletivo a partir da explosão das mídias sociais, com Caio Túlio Costa (MVLcom), Fabio Kadow (Jogo de Negócios) e Bruno Natal e Tiago Lins (Queremos) com a moderação/participação de Helder Araújo (Busk/TEDxSP). Caio Túlio foi diretor da equipe de mídias sociais (da qual fiz parte) da campanha presidencial da Marina Silva – eu ainda continuo o trabalho de monitoramente, evangelização e produção de conteúdo na rede pró Marina Silva, via MVLCom.

Vamos então ao que rolou de mais interessante na hashtag #smwsp. Como de costume, faço provocações em algumas mensagens (em negrito) para ampliar o debate (via comentários).

@hazine “Ter uma causa é o que junta as pessoas, seja pessoalmente ou virtualmente” Caio Tulio no #smwsp [Foi o que aconteceu, por exemplo, com a campanha da Marina Silva, amplamente destacada pela mídia. Marina tem uma causa específica (Meio Ambiente) e outras que são de interesse coletivo: educação e sustentabilidade]

@biagranja: Coisas que juntam as pessoas: sexo, causas, redes sociais.

@areacomunicacao O mundo sempre viveu em tribos. A web só facilitou o encontro dessas tribos.

@midia8 As empresas tradicionais de comunicação não entendem e não querem entender que cada usuário hoje tem o poder de mídia. [A questão na é entender, é aceitar. Os que detém o poder sempre tiveram medo de que o poder fosse horizontal e não vertical, no topo da cadeia.]

@WebTraffic_SP As pessoas querem ser aceitas dentro de um grupo e além disso, as pessoas querem ser únicas. [cuidado, portanto, ao passar uma mensagem publicitária. Prefira sempre o singular. Use você ao invés de vocês.]

@WebTraffic_SP  Como se diferenciar nas redes sociais? O negócio está em buscar e se encontrar dentro de grupos específicos.

@Oi_Acontece “Quantos abaixo assinados que você assinou deram em alguma coisa?”, provoca Bruno Natal. [eu levantei esse tema (e sempre toco na ferida) em relação ao #ForaSarney. Vangloriávamos por colocar a hashtag nos TT’s diariamente, mas nas ruas o reflexo era pífio]

@julianakataoka Caio Túlio Costa cita os conflitos nos Iraque e Egito como exemplos dessa união catalisada pelas redes sociais. [O problema então é no Brasil?]

@fabianamotroni Caio Tulio Costa no #smwsp o que define a internet é interatividade. Não adianta colocar jornal no iPad, jornal do Murdoch não vai dar certo.

@PatriciaMarinho Tem time de futebol americano que pede aos torcedores escolherem o técnico via Twitter. Aqui clubes são repassadores de releases. [O poder ainda é centralizador]

@Oi_Acontece: “O velho conceito de que eu produzo conteúdo e despejo na sua cabeça acabou” afirma Caio Túlio [Ainda ingerimos muito conteúdo centralizado. As mídias sociais ainda são replicadoras de conteúdo. Precisamos aumentar muito o poder opinativo para essa máxima se torna realidade, de fato]

@Midia8 Como colocar o jornalismo ao lado da interação na rede? Essa é a pergunta de 1 milhão de dólares [precisamos discutir [1]]

@PatriciaMarinho  ainda temos que aprender a mobilizar para coisas melhores do que ver chuva de chocolate na paulista” Fabio Kadow #smwsp

@DeM10 Pq um #forasarney não junta uma galera pra protestar e a #chuvadetwix junta várias pessoas na paulista? [precisamos discutir [2]]

@Midia8  A rede é um ambiente aberto. O que ainda vale é o manual do bom senso [Quando uma pessoa é abordada no Twitter por ter escrito uma bobagem ela retorna com um quase sonoro “O Twitter é meu, escrevo e faço o que quiser com ele”. Realmente a pessoa faz e escreve o que quiser com sua conta de Twitter. Mas assim como na vida, uma ação leva consigo uma reação. Precisamos estar prontos para as consequências.]

@fabianamotroni Caio Tulio Costa #smwsp autoregulamentação via sociedade civil é o melhor caminho pra evitar leis abusivas e cerceamento da liberdade de expressão;

@cahpons As redes sociais não podem ser o ponto final das causas e sim o ponto de encontro delas, vide os protestos no Egito. [olha aqui o início de uma boa resposta ao #ForaSarney]

@DeM10 O Google é um grande modelo de negócio que acabou com os classificados dos jornais de todo o mundo. É a maior agencia de P&P do mundo”

@brogiatto A pessoa não cumprimenta os vizinhos, chega em casa e se relaciona com milhares de pessoas nas redes sociais. [Isso chega a ser assustador. Confesso que há algo de errado nisso. Talvez só lá na frente – quando não estivermos mais por aqui – algum especialista em sociedade vai trazer respostas sobre as consequências desse comportamento]

@fabio_alves_luz A dica para redes sociais é bíblica: “Trate os outros como gostaria de ser tratado!” [Fato para a vida]

@RenatoSerra É tudo uma questão de egos nas redes sociais. Todos nós buscamos algum tipo de visibilidade.  [Tudo é vaidade, mas confira o “mandamento” anterior]

@MariaTheBr “Você não deve medir uma pessoa pelo número de seguidores no Twitter, mas pelas causas e ideais que essa pessoa defende [É verdade, mas veja o “mandamento” anterior e daí vamos entender porque tem gente que ainda segue o @ManoMenezes, por exemplo]

@vivianbau Quando uma empresa assume um erro nas redes sociais ela cria uma relação de confiança com o consumidor [só empresas descentralizadores conseguem entender e ter uma visão assim]

@marianneabreu Vivemos numa cultura de esconder problemas, mas explicitação deles é uma fonte de dinheiro. É fator de mobilização e ganho de força.

@Tiago_Nogueira Nem todo Trending Topics quer dizer alguma coisa. Ou seja: entrar na top list não garante relevância.

@Tiago_Nogueira  Mais uma vez o social dando lugar à mídia aqui no #smwsp. No final das contas, os sentimentos são mais importantes que os números.

@dvianna Cuidado o twitter não é o retrato da população brasileira, é apenas 23% dos usuários de internet. Menos de 20MM de pessoas. [As mídias clássicas (TV, jornal, rádio, revista) ainda estão vivas e ativas]

 

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