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Retrospectiva 2010

22/12/2010

Foi-se o tempo em que eu ‘grudava’ os olhos na telinha para assistir programas que passam o ano a limpo. Lembro-me que se me encontrasse ausente de casa no momento exato da “Retrospectiva” tinha comichão – era uma tola sensação de que se não assistisse ao programa eu tinha deixado de viver tudo aquilo ou que se alguém me perguntasse algo na rua eu não saberia responder por ter perdido algo durante o ano.

Hoje poucas coisas me interessam na Tevê. Mas então, oras bolas, porque um post com esse título?

A ideia veio ao ouvir uma desgraça alheia. Ao cruzar o caminho de um amigo e cumprimentá-lo com: “Grande, ciclano. Há quanto tempo! Como vão as coisas?”, a gente sempre espera um: “Graças a Deus está tudo bem” -, mas não foi essa a resposta que ouvi. O amigo, com um semblante atribulado, disse-me: “Não vejo a hora de 2010 acabar. Foi um péssimo ano. Recentemente tive meu veículo e várias sacas de café roubadas. E pra piorar o banco não me arruma crédito”. Olhando sob essa perspectiva eu lhe desejei boa sorte, desejando-lhe um ano vindouro com horizontes mais iluminados e coloridos.

Ao deixar meu amigo para trás fiz uma breve retrospectiva de como foi o meu ano. Em um primeiro momento poucas imagens desconectas e negativas queriam tomar minha mente. Mas logo foram sobrepostas por uma séria de pontos positivos, aprendizados, crescimento espiritual, familiar e, principalmente, profissional.

Visão é a arte de ver as coisas invisíveis.  O tempo pode estar fechado e nuvens escuras pairam no céu, a conta no banco pode estar baixíssima, e os obstáculos aí estão diante de você. Porém, todas essas coisas não têm que, necessariamente, lhe impedir de ir em frente, se assim você decidir em seu coração. Jonatham Swift

Estar fora do ambiente corporativo, depois de 12 anos de dedicação (e prazer) exclusivos a uma única empresa, me fez ver apenas obstáculos a minha frente. Perdi o foco, a base. Todo o meu potencial e o meu melhor, de repente, estavam como que anestesiados, esquecidos em alguma parte do meu orgulho ou, quem sabe, da minha dignidade – o trabalho dignifica o homem.

Tateando no escuro. Tentando acreditar – vendo coisas onde nada havia -, no entanto, consegui uma oportunidade. Às vezes, basta uma única chance para você despertar sentimentos positivos no ser humano. Uma única oportunidade e tudo se faz novo. A dignidade ressurge das cinzas.

Fui parar em São Paulo. Ter minha primeira experiência fora de casa, de Franca, do interior. Longe da família, das minhas queridas filhas. Apenas (diriam alguns) quatro meses. Mas foram momentos ímpares de aprendizado em todos os sentidos da vida. Foi renovo por completo. Conheci e convivi com pessoas espetaculares *. Meu olhar corporativo recebeu nova cor. O colorido especial da compreensão, do aprender, do ouvir, do conhecer, do interagir, do dialogar.

Hoje me sinto mais forte do que nunca. Mais maduro. Mais compreensivo. Mais pronto ainda a aprender, a trocar, a dividir, a somar, a multiplicar. Sempre procurei os bons sentimentos. Mas confesso que as experiências que vivi (e venci) durante este ano serviram para renovar meu coração com as coisas boas da vida pessoal, familiar e profissional. Dou graças a Deus por 2010, um ano espetacular!

Vencedores vencem não porque a eles lhes foi dado permissão, mas eles vencem porque assim eles decidiram no coração. Jonatham Swift

* O convívio ainda continua. A priori, a distância, já que estou monitorando, evangelizando, atualizando e produzindo conteúdo em Mídias Sociais (via MVL – Comunicação) para a Senadora Marina Silva.

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