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O fenômeno das redes sociais no Brasil

23/11/2010

 

O fenômeno das redes sociais no Brasil é um estudo realizado pelo Ibope Mídia e divulgado na segunda semana de novembro/2010. A pesquisa foi aplicada em setembro/2010, com pessoas de 10 anos ou mais, em 11 regiões metropolitanas do Brasil. Foram realizadas 8.561 entrevistas – representatividade de mais de 25 milhões de usuários de Redes Sociais. Alguns dados não são ‘tão novidades assim’, já que um ou outro tem circulado na própria rede. Outros, no entanto, nos convidam a uma boa reflexão.

Já disse e escrevi em algumas oportunidades (o óbvio) que a revolução tecnológica é algo que não tem volta. O estudo do Ibope, por exemplo, mostra que o acesso às redes sociais já está incorporado à rotina da maioria dos entrevistados.

Cerca de 60% usam a rede há três ou mais anos.  Um terço fica conectado às redes no mínimo uma hora por dia. 37% utilizam mais de uma vez por dia (faço parte deste grupo, afinal, faz parte do meu trabalho); 29% usam uma ou duas vezes por semana; 25% uma vez a dia e 9% uma ou duas vezes por mês.

A revolução não acontece quando a sociedade adota novas ferramentas. Acontece quando a sociedade adota novos comportamentos. Clay Shirky

Praticamente todos os internautas do Brasil acessam as redes sociais. As classes AB e C têm a mesma participação no acesso, com 45% cada. As classes mais baixas (DE), geralmente sem emprego formal, fora da sala de aula e sem internet têm 10%.

Do total de internautas que não acessa as redes, 34% tem interesse e fazer parte, ou seja, há oportunidade de expansão. E olha só que interessante: a classe DE representa 56% da intenção, o que me leva a crer que realmente não fazem parte pelos motivos acima.

E quem já aderiu quer ainda mais. Muitos trocam o celular apenas para ter acesso fácil às redes. Para se ter uma ideia, em 2004/2005 eram 29% na classe AB, já em 2010 o número chegou a 39%.

Um dos dados que me surpreendeu foi o local que os internautas afirmaram acessar as redes. Eu diria, com folga, que seria do trabalho. Mas este local ocupa o quarto lugar, com 13%. Em primeiro lugar está Casa (70%); na Lan House (37%); na casa de amigos (22%); Escola/Faculdade (8%) e celular (5%).

Redes sociais afetam o cérebro do mesmo jeito que a paixão. Uma simples troca na rede, pode aumentar os índices de oxitonina, mas conhecida como “hormônio do amor”. 69% dos internautas ficam felizes quando seus amigos curtem ou fazem comentários sobre ago publicado.

Mídia Social não é tecnologia. É relacionamento. 56% dos entrevistados preferem usar as redes sociais para falar com os amigos a usar o e-mail ou SMS, 68% destes estão em Fortaleza. Outra característica que veio com as redes sociais é a desinstitucionalização da informação. Para 60% as redes fornecem toda informação necessária para a atualização dos pesquisados. Já 45% acredita que elas substituem as informações dos portais de notícias.

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