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O fim do jornalismo impresso

10/11/2010

O calendário de jornal em extinção mostra estimativas das tendências atuais. Clique aqui e veja a imagem ampliada.

O jornal impresso vai acabar. A afirmativa invade eventos e debates sobre comunicação. Livros e artigos são publicados e previsões são realizadas no mundo inteiro. Este tradicional meio de comunicação, com mais de dois séculos de história vai sobrevivendo, tentando se renovar e procurando mudar o foco para competir em velocidade e agilidade com o rádio, a TV e, claro, a maior culpada desta visão apocalíptica, a Internet.

Em junho de 2009 criei o evento Encontro entre jornais da Alta Mogiana e sul de Minas, na Universidade de Franca. Convidei Lourival Sant’Anna, repórter especial de o Jornal O Estado de São Paulo, autor de “O Destino do Jornal” (Record, 2008), que falou sobre a pesquisa que originou o título de seu livro. O jornalista baseou sua palestra em três eixos: 1) A concorrência que o jornal impresso sofre frente aos novos veículos (mídias sociais, Orkut, Twitter, sites, blogs); 2) A queda da leitura; 3) As inovações tecnológicas.

A linha do tempo acima destina-se a destacar a diversidade dos mercados de mídia globais e a estimular conversas estratégicas. Jornais na sua forma atual, podem se tornar insignificante, isso não significa a morte súbita de notícias em papel, que continuarão em uma variedade de formas e tocando nichos de mercado.

A linha do tempo foi criada pela  Future Exploration Network, empresa que auxilia grandes organizações a obter insights sobre o futuro e a desenvolver estratégias que criem vantagens competitivas. A organização atende clientes como a American Express, CNET, a Coca-Cola, Ernst & Young, Toyota, Unilever, entre outras.

Apesar de trabalhar, usar e abusar do universo online no quesito leitura ainda prefiro jornais, revistas e livros impressos a notícias e artigos extensos online e e-books. Mas muitos jovens, mesmo os que ainda prezam a leitura pelos veículos impressos, já aderiram às novas tecnologias. O atrativo, agora, são as telas dos desktops, notebooks, celulares e e-readers.

Se as estimativas do estudo estiverem corretas, os jornais americanos serão os primeiros a ralearem, em 2017. No Brasil a sobrevida ainda é de 10 anos a mais do que nos E.U.A (em 2027). E, quem diria, nossos “hermanos” estão praticamente no fim da cadeia. Na Argentina a previsão ficou para 2039.

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