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O controle da Mídia pelos conselhos de comunicação

25/10/2010

 

O termo “observatório da imprensa” está em pauta e não tem relação com o programa comandado pelo jornalista Alberto Dines. Mas tem gente querendo ultrapassar os limites da “espíadinha” – jargão utilizado pelo jornalista Pedro Bial no programa global Big Brother Brasil.

No Brasil surge com força total gente querendo espiar, palpitar e, se bobear, controlar todas as mídias. Projetos não faltam. Disfarçados de Conselhos  de Comunicação, três Estados brasileiros se preparam para “orientar” o que fazem os veículos de comunicação nas suas diversas modalidades. Veja arte acima feita pela Folha de São Paulo.

Sim, é possível encontrar gente na sociedade que defende a criação destes conselhos e, claro, os que são contra qualquer tipo de intervenção que possa num futuro próximo garantir o controle da mídia pelo Estado.
Para os que são a favor da fiscalização os argumentos são os mais variados possíveis. Vão desde a questão social/econômica, a mercadológico e até a política. Para alguns, como a mídia “vende” a informação como se esta fosse um produto, nada mais justo de que um órgão a fiscalize, assim como o Conar (a propaganda) e a Anatel (a telefonia), por exemplo.

A difusão de informações de caráter duvidoso sem e o controle destas nas mãos de “meia dúzia” de pessoas que publicam o que interessa a uma pequena classe não é considerado democrático por outros. Já o controle por parte de órgãos nas mãos destes conselhos poucos – a sociedade, como um todo, nunca fica bem representada nesses Conselhos -, também não faz sentido para alguns.

Tem o grupo dos puritanos que declaram que os Estados não têm competência para regular a atuação da mídia. Estes temem que os projetos enviados às Assembléias Legislativas tenham como objetivo “propor o controle social sobre a mídia”, e que a atitude “é um retrocesso que o Brasil não merece”.

Tratando-se de ano político as opiniões se exaltam e o ódio chega a tomar conta de comentários pró ou contra o assunto. Isso teria sido motivado porque há os que acreditam fielmente, principalmente os ligados ao Governo Lula e de sua candidata, que a mídia é golpista e se utiliza de factoides para relatar o que (não) ocorre no âmbito do Executivo e da Casa Cívil, ou seja, para estes a corrupção “nunca vista antes na historia deste país” são conspiratórias, afinal, a aprovação de Lula está nas alturas. Até o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, acredita que é “ideologização” dizer que a proposta de regulação da mídia é um atentado à liberdade de imprensa.

O certo é que parte da sociedade está de olho na imprensa. A imprensa brasileira passa por um momento de descrédito. E, tal coisa na área da informação é perigosa e não é fácil de ser recuperado. Isso se a regra “brasileiro tem memória curta” fizer jus também neste caso.

Alguns vão dizer: a justiça está aí e nos fará ver quem tem razão, ao menos nos episódios escandalosos de corrupção. Mas daí entra outro problema: a justiça perdeu a sua venda há algum tempo. E, agora, quem poderá nos salvar? Dilma (Zé Dirceu e Cia.), Serra, os conselhos de comunicação?

Eu ainda acho que o controle remoto é um ótimo moderador da mídia. E você, o que pensa sobre o assunto?

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