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Dilma e Serra – Aborto: o samba enredo da vez

12/10/2010

Charge de Enio Lins publicada na Gazeta de Alagoas

Eleições 2010. O debate continua.  Para alguns agora é que ele pegou fogo. O primeiro encontro entre Serra e Dilma na Band saiu faísca. O vale tudo está de volta: é dedo no olho e soco abaixo da cintura. Tem gente que gosta. Eu não.

Desejo e  acredito numa reforma política no Brasil. A candidata a presidência Marina Silva deu a largada para tal.  Mas isso precisa da força das massas. Um  movimento que precisa começar debaixo pra cima.

Este debate que aí está na televisão não me diz nada. É um teatro para distrair a população do que realmente o país precisa. Aliás, este formato de debate da tevê está ultrapassado e precisa ser reformulado. Mostram que a saúde está ruim, que isso não foi feito, que aquilo foi errado. Isso tudo a gente vê no dia a dia. Mas e as propostas para um Brasil moderno e sustentável? Vamos dar continuísmos eternos ao assistencialismo e aos projetos tapas buracos sociais?

Marina Silva entregou aos dois candidatos que disputam o segundo turno propostas que visam buscar compromissos programáticos para um Brasil Justo e Sustentável, bem como a construção da governabilidade com base em princípios e valores éticos. As propostas foram elaboradas a partir das Diretrizes para o Programa de Governo da Candidatura de Marina Silva à Presidência da República “Juntos pelo Brasil que Queremos”.

A Agenda por um Brasil Justo e Sustentável contém dez compromissos: transparência e ética; Reforma Eleitoral; educação para a sociedade do conhecimento; segurança pública; mudanças climáticas, energia e infraestrutura; seguridade social (saúde, assistência social e previdência); proteção dos biomas brasileiros; gasto público de custeio e Reforma Tributária; política externa; e fortalecimento da diversidade socioambiental e cultural. Veja documento completo aqui.

Não vi ainda nenhum dos dois candidatos dizerem algo de concreto a respeito. Antes, preferem se pegar no debate, ou melhor, no bate-boca. A bola da vez, agora, é ser ou não a favor do aborto. Provaram do próprio remédio, já que tucanos e petistas assistiam de camarote quando Marina Silva era golpeada por parte da imprensa patética que entra no enredo e parte para o debate vazio das ideias. O Brasil precisa de uma liderança que governe não só para gays, evangélicos, professores ou para este ou aquele.

As propagandas políticas se tornaram hoje motivo de #vergonha alheia. Cada um diz ser pai ou mãe deste ou daquele projeto de sucesso. Mas e os filhos feios da corrupção? Estes não têm pais. Aliás, no período eleitoral os pais ganham nomes: factoides, acusações, falácias, mentiras, boatos. Mas já notou que quando os veículos de comunicação apontam coisas positivas do Governo a manchete é estampada e ganhe destaque nos programas eleitorais dos candidatos? Paradoxal!

Os blocos estão na rua e você é o expectador, digo, o eleitor.

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