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Marina Silva: Uso equivocado do Twitter gera comentários indevidos

19/06/2010

Eleições 2010. O mundo Web 2.0 não perdoa o equívoco alheio, mesmo os mais simples. Mas costuma fazer vistas grossas aos próprios erros cometidos. E se os envolvidos são pessoas públicas, famosas na Web – as chamadas webcelebridades – ou fora dela, a situação ganha proporções ainda maiores. Ontem vivenciei mais uma situação que denota o quanto estamos engatinhando na interatividade e no entender e compreender o contexto do mundo online e das relações sociais e intelectuais.

Sempre tenho postado sobre o bom senso e o cuidado que se deve ter no uso das mídias sociais. Seja por qualquer um. A Web 2.0 trouxe voz ativa a quem, antes, era apenas “consumidor” das notícias. O internauta, hoje, gera seu próprio conteúdo. Mas há de se tomar cuidado em relação ao que sempre se cobrou da imprensa tradicional ou “oficial”. Ética, apuração e responsabilidade ainda deve nortear o (re)produtor de conteúdo.

O print acima foi feito no blog da Marina Silva, candidata do Partido Verde (PV) à presidência do Brasil, em explicação à sua atuação no Twitter, mais especificamente sobre dois tweets (mensagens) sobre a morte do escritor José Saramago, prêmio Nobel de Literatura.

Marina Silva não usou adequadamente a ferramenta RT, que tem significado de endosso – ou não, desde que explicado no mesmo tweet – de algo que foi publicado por outrem. Para responder a estas pessoas de maneira que fizesse sentido aos demais – como a mensagem e respostas eram longas o ideal seria talvez usar o Twitlonger – , a mensagem delas foi republicada para, em seguida, ser comentada. E, ao fazer isso, equivocadamente deu a entender que Marina estava concordando com as duas opiniões. Mas, logo em seguida, ela respondeu a essas pessoas manifestando sua opinião sobre os comentários.

O que ocorreu é que pessoas inteligentes, diante de um único tweet visto na timeline, foram logo disparando notificações de #fail e até mesmo em comentários demonstrando preconceito religioso enrustido sobre o tal endosso que Marina, na verdade, não havia dado. Mesmo com o descuido no uso da ferramenta por parte da candidata, houve erros maiores por parte de alguns que não se atentaram ao item básico do jornalismo: APURAÇÃO.

Todos nós erramos em algum momento da nossa vida profissional e pessoal. A diferença está em reconhecer os erros, levantar a cabeça e seguir em frente. Alguns dos nossos erros, no entanto, se limitam apenas ao nosso mundinho e, portanto, não traz, digamos, conseqüências e prejuízos maiores. Nossos interesses particulares devem estar abaixo de um bem maior.

Ética, apuração e responsabilidade devem estar acima do ímpeto do furo jornalístico. Cuidar da informação é, ainda, a moeda mais forte das pessoas de bem e dos profissionais da comunicação.  Portanto, justificar que só viu a primeira ou a última mensagem enviada ou ainda que só replicou porque tal famoso endossou  é tão #fail quanto o uso indevido de uma ferramenta. E quase inaceitável para quem tem vida online ou offline ativa, que lida com conteúdo e informação e que se apresenta enquanto ‘profissionais das mídias sociais’. Casa de ferreiro, espeto de pau? Fica esperto Juvenal!

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