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Responsabilidade Social: e o público interno, como é que fica?

23/04/2010

Há algum tempo o termo responsabilidade social está associado como ferramenta de marketing. Uma ação de comunicação que passou a ser garantia de diferencial — já que fatores como; atendimento, preço, prazos, entrega (logística), etc. são básicos entre as empresas que pretendem sobreviver num mercado de concorrência.

Geralmente a empresa pensa em ser social extra muro. Mas bem mais próximos que se possa pensar estão os funcionários da organização. Não adianta fazer benfeitorias fora se dentro da casa há sinais de necessidades. Como diz o ditado (deve ser chinês, quase todos são): “Se queres mudar o mundo, comece por você e sua casa”.

O Instituto ETHOS, reconhecidamente uma das associações que valoriza e ensina o caminho das pedras traz uma definição simples sobre “Responsabilidade Social”: “É uma forma de conduzir os negócios da empresa de tal maneira que a torna parceira e co-responsável pelo desenvolvimento social. A empresa socialmente responsável é aquela que possui a capacidade de ouvir os interesses das diferentes partes (acionistas, funcionários, prestadores de serviço, fornecedores, consumidores, comunidade, governo e meio-ambiente) e conseguir incorporá-los no planejamento de suas atividades, buscando atender às demandas de todos e não apenas dos acionistas ou proprietários”.

Penso que o final dessa definição respinga um pouco de molho vermelho na camisa branca. Explico: Lembra quando disse que responsabilidade social usada como ferramenta de marketing seria algo bom? Mas quando as atividades e programas sociais feitos servem como engodo aos marqueteiros ou aos acionistas a coisa desanda um pouco. Sabe por quê? Porque o ato se torna puramente maquiagem, torna-se algo demagogo. O resultado de tais ações é superficial e não produz o efeito social necessário. Não atendem as necessidades das diferentes partes. O projeto tem começo, às vezes até meio, mas não tem sequência. Não tem resultado final. Pra ser mais claro, não provoca mudanças, transformações, qualidade de vida, mudança de comportamento. De modo geral, infelizmente, no Brasil, é assim que são tratadas as questões sobre responsabilidade social.

E o tal público interno do título desse texto? O que pode ser feito? Uma ação social requer o engajamento dos funcionários. O público interno deve estar comprometido. Mas como se entregar a uma atividade voluntária se o funcionário não consegue enxergar nenhum programa de atendimento ou beneficio que seja para ele e sua família? É simples: ele não se envolverá, por exemplo, em uma campanha de arrecadação de alimentos para ser revertida a tal instituição filantrópica se o próprio está passando por dificuldades.

Muito se fala em projetos e programas sociais fora da empresa. E uma empresa que usa trabalho infantil e trabalho escravo? Ou que paga salários que não dão um mínimo de dignidade? E a empresa que com certo número de funcionários é obrigada, por lei, a incluir deficientes e não cumpre? E a que trabalha com tecnologia, mas deixa seus funcionários do escalão mais baixo exclusos digitalmente?

Sejamos, pois, empresas sociais, mas conscientes do compromisso que temos com a comunidade interna! 

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