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O limite, o respeito e a intolerância

31/03/2010

Qual é o limite das coisas? Por onde anda o respeito? O que é ser intolerante? O limite entre limite, respeito e intolerância, às vezes, é tênue. Qual é o limite para o atleta? Depende. Explico. Para o jamaicano Usain Bolt, o maior velocista de todos os tempos, pode-se dizer que não há limites. Mas se pensarmos em distância o limite dele é 100m/200m, já para o maratonista este ultrapassa os  42 km. E para o Iron Man? Mas não são todos atletas? Todos não correm?

O exemplo parece distante e desconexo. Melhor seria utilizar os grandes pensadores da humanidade para filosofar um pouco sobre detalhes desta vida. Certamente não faltariam argumentos, frases complexas e de efeito para um texto mais relevante. Mas o que é ser relevante? Minha relevância, hoje, se me permite o leitor, será em detalhes práticos da vida.

Data Venia. Hoje me sinto cansado. Peço aos senhores empregadores que não me crucifiquem e que permitam esse momento de abatimento. Hoje me esqueci de levantar e nascer de novo. Este é o ciclo da vida. Levantar e renascer com todas as forças. Senão como conseguiremos matar os leões?Mas hoje não vou chegar perto deles. Manterei o respeito. Saberei respeitá-los. Encararei meus limites. Estou cansado.

Se você está com seu carro na rua, pronto para estacioná-lo próximo à casa de um parente ou amigo, e um transeunte está a caminhar pelo local e você diz dentro do carro: – Aff! O cidadão anda no meio da rua como se nada estivesse ocorrendo. O pacato cidadão faz a leitura labial e faz cara de que não gostou e resmunga algo. Diante da cena, quem é o intolerante? Quem está com a razão? Há limites sim, amigo. Como não? O limite do cidadão é a guia, que divide a rua da calçada, local em que o pedestre deve(ria) andar.

E o que dizer sobre mulheres e homens que gritam histéricos e “fazem barraco” nas filas dos bancos, no atendimento do hipermercado, na espera da sala médica, enfim de pessoas que gritam por respeito. Na visão de alguns, estes são intolerantes. Não sabem esperar. Mas qual o respeito que os outros que estão do outro lado do balcão está oferecendo para estes que alguns dizem que a tolerância é zero?

Por mais que exista o clichê da tal linha tênue, há limites sim. Há coisas que são relevantes e irrelevantes. Como não? Parar de querer ter razão sempre, prestar atenção na vida, respeitar o outro e seguir um pouco as regras ajudam, inclusive, a dar sentido a termos como democracia e liberdade.

Ok! Hoje estou intolerante. Que seja!

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