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Criticar a crítica

07/03/2010

 

Criticar é fácil, fazer é difícil – Tudo é difícil antes de ser fácil – O difícil é o caminho do fácil

 

Dizem (digo) que todo bom jornalista tem a língua afiada e leva alfinetes consigo numa entrevista. A crítica, o argumento, o “ser do contra” e o desconfiar são aliados do jornalismo, do ser humano. Esses adjetivos, num primeiro momento, parecem negativos, mas quando usados com ética e bom senso se tornam predicados essenciais que contribuem para fomentação da informação de qualidade.

A crítica faz parte – fazer ou receber – mas já fiz críticas apenas por criticar. A maturidade profissional e pessoal chega e você muda o foco, passando a dar mais qualidade na crítica, na observação das coisas, das pessoas, do mundo. Criticar por nada = a nada e confusão.  A questão é: Vale criticar desmerecendo ou visando aumentar o sentimento de importância de um à custa do outro?

Exemplo: O Faustão é chato, seu programa é péssimo, enfim eu o odeio. Ok! É quase um senso comum, mas peraí? Vamos esquecer um pouco o profissional de comunicação. Pensemos enquanto ser racional. Você convive com o apresentador? Ele já te causou algum problema financeiro, amoroso ou familiar? Você consegue fazer um programa como o dele?

Assistia Faustão e Gugu nos tempos áureos da briga escancarada pelo primeiro lugar no IBOPE. Hoje, minha atenção mudou e meu foco televisivo é outro e pouco. Mas esses dias, dando aquela zapeada básica na telinha, me deparei com o “esbelto” Faustão fazendo os gracejos de sempre com uma pessoa da sua equipe. O apresentador disse: vocês acham que é fácil fazer um programa Dominical? Então toma! Faustão passou o microfone para um de seus ajudantes de palco (produtor) e foi se “esconder” nos bastidores. O produtor ficou sem ação, com cara de pastel e tentou seguir o script, que parecia fácil… chamar o comercial.

Saber como se faz uma coisa é fácil; fazê-la é que é difícil – É fácil o criticar, porém sempre difícil o imitar – Ver é fácil, prever é difícil

Um sinal de alerta deveria ser ligado na Internet em tempos de WEB interativa, onde você é o repórter, o conteúdo, o canal. Hoje se joga o nome de uma empresa que emprega famílias há anos na lama, denegrindo-a com muita facilidade. O telemarketing não atendeu, demorou alguns minutos para resolver o problema, o Twitter é acionado com mensagens falando horrores sobre o atendimento da empresa. O cara deu um deslize na entrevista (de mil que fez), ele é um repórter incompetente. E por aí vai.  A lista de anseios por postar ou criticar algo é crescente. Certamente os exemplos são inúmeros. Estamos nos lambuzando do poder.

A discussão em se criar um órgão regulador do espaço “virtual” é grande e, muitas vezes, aterrorizante. Por isso os processos envolvendo #mimimis online já começaram a pipocar. O melhor exame que existe é policiar a si mesmo, o de consciência. Mas daí alguns ingredientes são necessários: educação, bom senso, ética, amadurecimento, vivência. E investir nisso dá trabalho e requer disciplina.

“Se há no mundo alguma coisa especialmente díficil e para a qual, apesar disso, nos sentimos preparados, é a arte de criticar.”
J. L. Martín Descalzo

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4 Comentários leave one →
  1. 08/03/2010 21:43

    Olá Marcos,

    Criticas sempre instrumentos que usados com critérios nos ajudam, porém, como tu mesmo disse, a critica vazia, sem argumentos fica inócua, bradando no ar…

    Como já diria Juliana Sardinha em seu blog Dicas Blogger, a respeito da critica de um de seus template colocados a disposição para uso público: “Não gostou, faz um melhor para ti, então!”

    Abraço

  2. 07/03/2010 17:21

    Concordo com você.

    Há críticos cujo único critério da crítica é odiar a empresa. Por isso, sem nenhuma justificativa, desmoraliza emprersas que empregam famílias.

    Abraços.

    • 07/03/2010 17:38

      Valdeir,

      Não sou contra a crítica, mas antes que ela ocorra deve haver uma tentativa de solucionar o problema junto ao envolvido. E quando esta ocorrer que seja fundamentada em critérios, responsabildiade e ética.

      Abraços e obrigado por participar da reflexão.

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