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Berlin 36 e a trajetória da judia Margareth Bergmann

01/03/2010

A história da vida de qualquer pessoa passa, em algum momento, por um trauma, seja no âmbito pessoal, profissional ou sentimental.   Algumas pessoas conseguem assimilar o golpe e superar fases conturbadas com mais facilidade, outras, porém, levam os “riscos na pintura” para a vida inteira (objeto de estudo: Resiliência– Viktor Frankl ). Apesar do mais comum, no entanto, nem sempre o sentimento que fica é de amargura ou ódio, mas algo está ali, alojado e emoções podem aflorar ao mencionar uma simples palavra.

Atletas profissionais da “velha guarda”, principalmente em países comunistas, têm histórias impressionantes, marcantes e que geram livros e filmes. Uma dessas histórias está na película “Berlim 36” (trailer acima), produção que conta a trajetória  da judia Margareth Bergmann, saltista (hoje com 95 anos) que lutou durante sete décadas para ter seu recorde reconhecido e obter uma retratação do comitê olímpico alemão por ter sido proibida de participar dos jogos olímpicos de 1936.

Conheci a história dessa mulher no Esporte Espetacular. O melhor do vídeo mostrado durante o programa esportivo da Globo está no fim. Um convite para a reflexão. A declaração de Margareth Bergmann, lúcida e ponderada, me fez pensar sobre a impunidade, sobre o ditado popular “Brasileiro está na mer**, mas é um povo feliz”. A felicidade é algo superior ao dinheiro ou circunstâncias, claro, mas fazer vistas grossas e dar um final feliz para tudo não é um “jeitinho” de tapar o sol com a peneira e deixar que a injustiça e o erro prevaleçam, ganhem forças e arrebatem outras vidas? O melhor não seria deixar reticências para os próximos ficarem espertos? Ou vamos deixar a vida nos levar, conforme o compadre Zeca?

Para quem não tem tempo de ver o vídeo deixo a frase final desta grande guerreira.

“Foi uma atitude muito bacana receber esse reconhecimento. E eu agradeço. Mas isso, claro, não me fez esquecer tudo o que ocorreu comigo. Finais felizes anestesiam demais as pessoas e não é isso que eu desejo. Quero que minha biografia fique marcada na História como uma cicatriz, uma eterna lembrança para que a intolerância e o terror jamais vençam novamente no esporte ou em qualquer lugar.”

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4 Comentários leave one →
  1. Marlene permalink
    08/02/2011 22:24

    Gostaria muito de conseguir assistir esse filme, sabe como posso adquirir? Voce pode me ajudar?

    • 14/02/2011 10:01

      Olá, Marlene.

      Provavelmente em locadoras mais cult vc deve achar. Se quiser arriscar (por sua conta e risco) o filme já está disponível para ser baixado pela Internet. É só procurar via buscadores (Google)

  2. 24/03/2010 15:40

    eu adorei a historia

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