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A hora e vez do consumidor

08/02/2010

Cada vez mais profissionais investem em “atualização profissional e estrutural”. Centenas de cursos são oferecidos em universidades ou por empresas especializadas. A garagem das casas e as caixas de correios e e-mails são invadidas pelos mais diversos convites, tudo para dar um UP no currículo ou para adquirir o mais novo lançamento de tal aparelho/produto.

É a imposição do mercado sobre o profissional moderno, que tem o compromisso de se atualizar, de buscar novos caminhos, de comprar o equipamento de ponta para agregar diferenciais. Tudo para se destacar no mercado de trabalho. 

Clientes estão cada vez mais exigentes. A qualidade e a quantidade das reivindicações, motivadas pela Web 2.0, aumentaram. O consumidor que era visto como “reclamão”, hoje deve ser considerado parceiro pelas empresas e profissionais, aquele que com suas dicas (reclamações) ajuda a melhorar o negócio, no caso de quem está antenado, claro. Já para os desligados restam as listas de #fail no Twitter, nos blogs, nas comunidades “virtuais”. Notícia ruim não corre, voa!

Ao lado destes consumidores está o PROCON, o ombudsman, a concorrência e, hoje, com o advento das mídias sociais, o próprio consumidor tem voz ativa. Para o cliente se tornar fiel a determinado produto ou serviço tem que estar convencido que está levando o melhor, que o atendimento é personalizado, que a empresa se importa com ele, tudo regado a um custo acessível. Sem contar com os prazos, entrega… senão, a traição é fatal.

Quando pensamos na área da saúde a atualização constante do profissional, não só do conhecimento, mas em todo o aparato utilizado por este, é obrigatória. Algum médico, por exemplo, já te ligou depois de uma consulta para saber se você está melhor? Se a medicação utilizada deu resultado?

Para finalizar, cito a história de um professor. Ao questioná-lo se ele morava em determinada cidade ainda, o professor disse-me que havia mudado, pois não conseguira mais dar aulas na faculdade local. Perguntei o motivo e ele respondeu: “Não percebi que com o passar do tempo (e parecia ontem) a moçada foi tomando meu lugar. Tive que mudar de cidade, pois não conseguia pegar mais nenhuma aula”. O tal professor é conhecedor da área, mas não acompanhou as constantes mudanças ao redor da sua profissão.

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