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Projeto Enchentes dá sentido ao termo mídias sociais

05/01/2010

Todo ano é a mesma coisa. Os fenômenos naturais têm lá suas culpas, mas escrevi este artigo apontando outros responsáveis pelas enchentes que destroem ruas, bairros, casas, sonhos, rodovias e vidas em todo o país.

A mobilização do povo brasileiro também merece louvor, e neste post quero destacar a participação das pessoas em atitudes que são o verdadeiro sentido das redes sociais, ou seja, o de compartilhar, de interagir, de trocar. Uma proposta pensada inicialmente no sofá, em frente a um aparelho de televisão, deu inicio ao Projeto Enchentes, idealizado por Cristiana Soares, redatora e escritora, carioca, moradora de São Paulo. O projeto é o buzz do momento nas mídias sociais, ganhando destaque, inclusive, nas mídias tradicionais.

Cristiana explica no site criado para o projeto que assistia ao telejornal, assim como eu e você, quando teve a ideia. “Vi cenas comoventes dos desabamentos de terra e águas em profusão que mataram pessoas. Muitas estavam dormindo no aconchego do seu lar. Muitas da mesma família ou grupos de amigos. Ao ouvir os relatos dos sobreviventes, pensei: Já imaginou o que deve sentir uma pessoa que perde vários membros da família de uma só vez? Não consegui nem mesmo vislumbrar uma dor assim. E minha única reação foi passiva: chorar. Em seguida, olhei ao meu redor e lá estava eu abrigada, alimentada, na segurança da minha casa. E a poucos passos de um computador com banda larga. Foi quando me bateu uma revolta: Para que mesmo servem as redes sociais, das quais, nós, publicitários, jornalistas e blogueiros nos orgulhamos tanto? Quais funções realmente úteis elas teriam?”

Questionamentos aparentemente simples na cabeça de pessoas diferenciadas geram atitudes. A hashtag #projetoenchentes está dominando o Twitter, pelo menos os usuários que se importam com o assunto. Cada um participa do seu jeito, seja retuítando o linque do projeto, seja criando ideias efetivas para ajudar. O meu amigo Henrique Brandão, por exemplo, criou um mapa que mostra as áreas de inundações, áreas de risco, locais para desabrigados e doações.

Pincelei uma reflexão da Cristiana no Twitter que define muito bem o que pode ser feito via redes sociais, além de olhar para o próprio umbigo: “Quando antes das mídias sociais uma ideia se tornaria concreta em menos de 24h? #projetoenchentes”.

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