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Para que e por que você tem que estar em uma rede social?

26/11/2009

Fernando Thompson, diretor de comunicação e imprensa da Vale, durante o 3º Congresso de Comunicação Empresarial Aberje RJ, no Hotel Guanabara Palace, disse que um dos grandes problemas da Web 2.0 é querer dominar por completo a rede social. “Esqueça. Não existe ninguém capaz de se relacionar com todas as redes sociais. Não existe orçamento no mundo capaz de dar conta de você responder a todas as redes sociais”. Thompson acredita na necessidade de ter foco.

O diretor contou que na época do estouro do Second Life alguém lhe disse que a Vale deveria criar seu avatar. “Mas por que?, perguntou.  “Porque a Petrobras fez e foi muito legal”, foi a resposta. Thompson fez três perguntas básicas: Qual o retorno? Quanto a Petrobrás investiu? Quantas pessoas acessaram o avatar criado? Três, foi a réplica que ouviu. Pouco para um investimento de mais de R$ 100 mil reais. “Era mais fácil e muito mais barato ter pagado a passagem dessas pessoas para conhecerem a empresa in loco”, disse.

Mas a Vale acabou se rendendo ao Second Life na hora e oportunidade certas e com a ideia lincada com a missão da empresa, que é a de tocar o seu negócio de maneira correta e preservando o meio ambiente. “Até ganhamos um prêmio ABERJ com esse case”, lembrou.

Outro assunto polêmico que o diretor da Vale abordou foi sobre a falta de apuração dos jornalistas direto do fato. As pessoas têm uma ideia de que somos os curupiras da floresta, que somos os gafanhotos que saem destruindo tudo. “Mas jornalistas, no caso, não querem ir lá averiguar como tudo é feito. Apurar por telefone é coisa de redação que está cortando custos”.

Thompson disse ainda que, quando a empresa se dispõe a pagar para o jornalista fazer a apuração e levantar qual é a verdade, a conversa sobre “a independência dos jornais” vem à tona. O jornal não aceita você pagar, mas quer fazer a apuração por telefone. “Isto é esquizofrênico”, desabafou.

Case Vale no Second Life.

No almoço de final de ano foi recriado um ambiente de uma verdadeira floresta por todo o andar do evento. Na entrada para o almoço, o jornalista convidado tinha acesso a um computador em que se plantava uma árvore virtual (com o avatar do Second Life). Ao longo do almoço a árvore crescia virtualmente. No final do evento, o jornalista recebia uma foto de uma árvore real que havia sido plantada fisicamente há três meses numa área da Vale, que era uma mina que tinha sido fechada, transformada e tratada.

Fernando Thompson reafirmou a proposta de que cada m tem que encontrar a forma correta de entrar nas mídias sociais. “Para uma empresa de varejo, por exemplo, as redes sociais realmente são uma oportunidade, é diferente de uma Instituição que tem interferência no meio ambiente como uma empresa de base”.

Rede Social é também um fortíssimo instrumento de comunicação Interna. Criar blogs ou um Twitter fechado que permitam a comunicação com os familiares dos colaboradores é um projeto a ser pensado.

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